Revelando os segredos do credito imobiliário americano – Com Donnersson Penna

Revelando os segredos do credito imobiliário americano – Com Donnersson Penna

Revelando os segredos do credito imobiliário americano – Com Donnersson Penna

05/02/2022

O sistema de crédito dos Estados Unidos é completamente diferente do Brasil, principalmente para a compra de imóveis, fato que acaba deixando muitos brasileiros perdidos no momento de comprar a primeira casa no exterior.

Neste episódio do podcast “ImiGrandes”, a conversa é com Donnersson Penna, sócio de uma empresa de créditos imobiliários nos Estados Unidos. Donnersson explica o que os brasileiros precisam saber antes de pensar em adquirir qualquer imóvel nos EUA e as principais diferenças com o Brasil.

Vem conferir essa história!

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#imigrandes #podcast #brasileirosnoseua

Podcast

Transcrição

Juliano Godoy – Oi pessoal, tudo bem? Sejam muito bem-vindos. Eu sou Juliano Godoy e este é o ImiGrandes. Para quem se lembra, o meu primeiro convidado aqui no primeiro episódio foi o Fábio Brancati, que é corretor de imóveis. Quem não viu o primeiro episódio está lá no Youtube, está no Spotfy, está no Apple, está no Deezer. Vai lá ver, ficou superbacana. Mas, enfim, qual foi o racional que eu tive quando eu trouxe o Fábio? Eu pensei comigo mesmo. Eu falei: “Cara, quando a gente muda para qualquer lugar, principalmente para o exterior, primeira coisa que a gente precisa é de um lugar para morar”. Precisa de uma casa, precisa de um apartamento, enfim. E aí foi por isso que eu trouxe o Fábio. Só que aí depois fiz o episódio dele e tal e eu lembrei de todos os perrengues que eu passei para comprar uma casa aqui e acho que sem dúvida o maior perrengue que eu passei foi na parte de financiamento imobiliário que eu não sabia nada como funcionava. Era bem diferente do Brasil, eu não sabia o que significava, o que eram os points, o que era arm, o que era não sei o quê. E fui dando cabeçada e aprendendo. Eu pensei: “Poxa, acho que um bom complemento para o episódio do Fábio seria trazer alguém aqui para contar para a gente como funciona essa indústria aqui, como funciona todo esse processo de financiamento, crédito imobiliário”. E aí eu trouxe aqui o nosso amigo, o meu amigo Donnersson, que vai contar um pouco para a gente de como funciona essa indústria e aí o que você, se está querendo comprar algum imóvel aqui nos Estados Unidos, tem que saber para poder fazer a melhor compra possível, não é? O Donnersson hoje é sócio de uma agência de crédito imobiliário. Ele tem ajudado centenas de pessoas a adquirir seus imóveis. Então, Donnersson, tudo bem, cara? Prazer ter você aqui com a gente.

Donnersson Penna – Cara, com certeza. O prazer é meu aqui estar presente com você, esse podcast maravilhoso aí que você está fazendo, cara.

Juliano Godoy – Valeu, obrigado. Donnersson, para a gente começar, cara, eu sempre peço para todo mundo contar um pouco da sua história, de onde você veio e como é que você chegou até aqui. Então conta para a gente a sua.

Donnersson Penna – Então, meu nome é Donnersson, eu nasci em Caratinga (MG) e vivi lá até 18 anos de idade. Jogava tênis e depois de muitos anos jogando tênis, queria seguir a carreira profissional e vim para os Estados Unidos para fazer tênis universitário. Consegui uma bolsa de tênis aqui e vim para cá sem saber inglês nenhum, só com a vontade de jogar tênis. E acabei ficando, gostei muito do país, nunca tive vontade de vir. Hoje vivo aqui há mais de 12 anos. Acabei entrando nessa área bancária e nunca mais saí. Tem seis anos que trabalho nessa área e, puxa, adoro. Adoro trabalhar com os brasileiros e não trocaria por nada.

Juliano Godoy – Legal. Você veio para cá muito novo, né cara? Como é que foi essa… Como é que foi essa chegada? Você veio sozinho ou a família veio junto? Como é que… Você veio com uma bolsa escolar? Como é que foi esse início aqui?

Donnersson Penna – Então, eu vim completamente sozinho. Cheguei aqui, eu não conhecia ninguém, não conhecia treinador. Contratei uma empresa em São Paulo que me ajudou com a documentação e mandei um vídeo jogando tênis, mostrei os torneios que eu tinha ganhado, participado e me aceitaram, me deram uma bolsa e quando cheguei aqui, cheguei sozinho. Não conhecia ninguém, fui parar numa cidade chamada Liberal, que fica perto de Dallas, mais ou menos duas horas e meia de Dallas e vivi durante dois anos lá. E fu fazendo faculdade, fui aprendendo inglês, fui jogando tênis, participando dos torneios, fiz quatro anos de faculdade com a bolsa, acabei aprendendo inglês e acabei ficando. Mas quando eu cheguei aqui era só eu e o mundo aí pela minha frente.

Juliano Godoy – Legal, cara. E teve… Seu maior desafio naquela época foi aprender o inglês ou não? Qual que foi a parte mais complicada da sua chegada aqui?

Donnersson Penna – 100%. Eu lembro que quando cheguei, sentei na sala de aula, olhei para a frente, aí que foi cair a ficha do que eu estava realmente vindo para estudar, não para jogar tênis, então… E levou uns dois anos para conseguir me comunicar bem, mas foi, com certeza, o maior desafio foi aprender a língua.

Juliano Godoy – Daí você se formou e entrou nessa… No mercado imobiliário, etc. Como que foi… Como foi esse processo? Por que você entrou nessa indústria? Você já… De novo, você veio para cá para jogar tênis, então assumo que você não tinha experiência. Como é que você entrou nesse negócio?

Donnersson Penna – Então, eu sempre gostei multo da área bancária. Na faculdade, a minha tese foi sobre 2008, a bolha imobiliária de 2008. Então, sempre tive muito interesse na grandiosidade que foi a crise de 2008. Logo quando eu saí da faculdade, eu comecei a trabalhar num banco de investimento, fiquei mais ou menos seis meses lá dentro e, para ser sincero, eu odiei. Odiei todo momento. Chegava, ficava dez horas, doze horas sentado só em spreadsheet e eu não gostava de maneira nenhuma. Eu aprendi que eu precisava da comunicação com as pessoas, de ver as pessoas, de comunicar e estava praticamente voltando para o Brasil e conheci uma pessoa que a mulher dele trabalhava nessa área e me chamou a atenção justamente isso. A habilidade de poder conversar com as pessoas, de criar conexões e ainda estar trabalhando na área bancária. E isso que me chamou a atenção. Eles me convidaram para poder trabalhar, resolveram a minha questão de visto de trabalho para ficar no país e estou aí seis anos com o mesmo grupo de pessoas. Hoje a gente é sócio, mas devo tudo a eles. Trouxeram aí para o negócio e me ensinaram bastante.

Juliano Godoy – Que legal, cara. Então, às vezes, a gente acha umas pessoas na vida da gente que transformam, que mudam o rumo da nossa vida, não é?

Donnersson Penna – 100%.

Juliano Godoy – Pelo que você conta, as pessoas tiveram papel importante, não é?

Donnersson Penna – 100%. Eu consigo… Consigo lembrar das principais pessoas na minha vida até hoje com tênis… Quando eu cheguei no país, uma pessoa que era um mendigo me ajudou. Me ajudou para caramba com comida e tal e aí essas pessoas que do nada, do nada, conheci ela e abriu uma porta, me deu uma oportunidade tão grande como me deram e hoje eu tenho… Nossa, eu devo tudo a eles.

Juliano Godoy – E hoje você se tornou sócio deles, não é? Então, conta um pouco para a gente. Você trabalha… Você é sócio da Preffered Rate, não é? Então, conta um pouco para a gente o que é a empresa…

Donnersson Penna – A Preffered Rate é uma divisão de uma empresa chamada American Pacific Mortgage. Basicamente, o que divide as divisões é o Mississipi. Tudo para o leste é chamado Preffered Rate, um grupo baseado aqui em Chicago; tudo que é oeste é chamado American Pacific Mortgage. A gente é… Está entre os 25 maiores bancos de empréstimo imobiliário no país. Isso incluindo todos os grandes (inaudível – 00:06:57) e tudo mais que vocês… Que a maior parte das pessoas trabalham no dia a dia. E a gente especializa somente empréstimo imobiliário. Desde, às vezes, construção de casa, compra da primeira casa, a gente só faz essa área imobiliária. Então, eu sou sócio de um… De uma das agências. A minha agência fica aqui em Northbrook e a gente tem bastante operação na Geórgia e na Flórida também. Então, o nosso escritório, a nossa agência é muito focada na Flórida, Geórgia e aqui em Illinois.

Juliano Godoy – Entendi, mas vocês têm licença para operar nos Estados Unidos inteiro ou não? Porque essa eu acho que, talvez a gente entra um pouquinho nas diferenças do Brasil e dos Estados Unidos e acho que essa é uma das diferenças, que no Brasil acho que os bancos têm cobertura meio que nacional e aqui tem essas… Esses bancos regionais, não é? Como funciona para vocês?

Donnersson Penna – Sim. A gente, por estar numa empresa grande, a gente consegue fazer o empréstimo em todos os Estados. Só que eu tenho licença em quatro Estados. Eu tenho… Eu tenho que pegar a licença de uma outra pessoa na empresa, eu consigo fazer toda a transação, mas não vai ser o meu nome porque você tem que ser licenciado por cada Estado, tem todo um investimento, todo um curso que você faz por Estado para você fazer os empréstimos, mas a gente tem toda a habilidade de fazer empréstimo em todos os 50 Estados no país.

Juliano Godoy – Entendi. Então, não importa onde a pessoa esteja nos Estados Unidos, você consegue ajudá-la?

Donnersson Penna – De maneira nenhuma. Exato. Precisou de ajuda, pode avisar. E a gente trabalha não só com a questão somente da compra. Muita gente que chega novo no país não entende muito da questão do crédito, não entende muito de outras questões. Então, a gente faz um trabalho, meio que um trabalho de boutique para justamente isso. Ajudar a pessoa em toda essa questão. Chegou no país, precisa de auxílio financeiro, de educação financeira, a gente faz todo esse trabalho e não cobramos nada. Somente mesmo para poder educar as pessoas para quando elas forem comprar uma casa, elas estão prontas para poder comprar.

Juliano Godoy – Donnersson, vamos, talvez, então, explicar para as pessoas um pouquinho como é que funciona o mercado imobiliário aqui. A gente também chama… Para quem não conhece, chama de Mortgage. Então, financiamento imobiliário ou Mortgage. Eu acho que é bem diferente do Brasil, não é? No Brasil, pelo que eu sei, assim, você vai no banco, você vai no seu bancão lá, daí você só consegue um financiamento via banco. Aqui, como funciona? Cheguei, estou… Atravessei a fronteira, baixei aqui no aeroporto, quero comprar minha casa. E aí como funciona essa parte financeira?

Donnersson Penna – O processo é bastante diferente do Brasil. No Brasil, você acha a casa primeiro, vai falar com o banco que você tem, às vezes, um relacionamento com ele e depois você vai comprar a casa e vai entrar na parte do empréstimo. Então, o empréstimo, ele é como uma coisa secundária que acontece depois. Aqui é o contrário. Primeiro… Primeiro passo que você vai fazer, se você chegar para um corretor, ele vai pedir: “Você tem a sua carta de pré-aprovarão? Você está aprovado pelo banco para poder comprar?” Então, aqui o processo é um pouco o inverso. Primeiro, você tem que conversar com profissionais igual eu para poder pegar essa carta de pré-aprovarão e a gente vai te falar: “Você está aprovado para uma casa de X, com entrada de Y e o pagamento vai ser Z. então, a gente passa essa aprovação estimada para a pessoa já verificando toda a documentação. Quando você faz uma oferta numa casa, você passou, procurou sua casa para cima e para baixo, achou uma casa bacana. Quando você vai fazer sua oferta, o vendedor só vai aceitar sua oferta, só vai te aceitar como uma oferta verídica quando você tem essa carta em mãos. Então, por isso que é extremamente você estar… Ter essa aprovação na hora de fazer a oferta. E daí é que a gente faz o processo rapidinho. Então, a gente, às vezes, perde um pouco de tempo no início, mas quando você acha a casa, com três semanas a gente já consegue fazer o fechamento. Então, fica um processo bem mais rápido, bem mais fácil porque você não se apaixona, às vezes, por uma casa que não consegue comprar e, às vezes, você… Muitas vezes, também, a pessoa acha que consegue comprar uma casa de 300 mil e ela consegue comprar uma casa de 400 mil, 500 mil. Então… E o pagamento não fica muito fora, a pessoa acaba comprando alguma coisa que ela nem… Nem imaginava que ela conseguiria comprar por, às vezes, achar que está chegando no país nova, não tem crédito. Então, é um processo um pouco diferente, mas com certeza, extremamente importante.

Juliano Godoy – Ah legal. Esse é um ponto importante de destacar porque, assim, quando eu cheguei aqui acho que eu cometi esse erro que todo mundo cometeu, não é? Primeira coisa que eu fiz foi ir atrás de um corretor para poder comprar minha casa. E aí depois que eu achei, obviamente, o vendedor me perguntou: “Você tem uma carta de crédito?” Eu olhei para ele com uma cara e disse assim: “Carta de quem?” E aí que eu fui atrás de, enfim, banco e fui entender essas coisas. Então, não existe essa…  Não existe o dilema do ovo e da galinha. Não é assim: Ou a casa ou a carta. Tem que ser primeiro a carta porque senão você não consegue ir adiante se você for financiar, correto?

Donnersson Penna – Correto. E principa… Até quando você vai fazer uma oferta em dinheiro, vamos dizer que você vai comprar uma casa de 300 mil, você vai pagar 300 mil. O vendedor vai querer uma prova do seu banco onde você tem esse dinheiro guardado confirmando que você tem 300 mil dólares guardados com eles. Então, aqui até quando você tem cash, que você tem dinheiro na mão, quer comprar, você precisa de uma carta do seu banco dizendo que você está realmente pronto para comprar porque ele não vai perder o tempo dele aceitando uma oferta quando você realmente não tomou a precaução antes ali de fazer uma oferta.

Juliano Godoy – E, cara, o que você acha que, assim, são os principais erros que os brasileiros cometem quando vêm para cá e vão comprar um imóvel, não é? Tem esse erro clássico que a gente está falando aqui de ir direto tentar comprar um imóvel sem ter a carta de aprovação. Tem mais alguma coisa que as pessoas, na sua experiência aí, as pessoas fazem que se elas soubessem antes ou fossem melhor orientadas, elas poderiam já ter um processo mais fácil, etc?

Donnersson Penna – Com certeza. Uma das coisas que mais cria problema em uma transação imobiliária aqui é a questão do agente, do corretor que vai te ajudar. No Brasil, se você quer olhar propriedades, você vai em quatro, cinco, seis agências imobiliárias e você vai ver essas casas em todas elas. Aqui não. Aqui você tem um corretor que tem acesso a todas as casas que estão disponíveis no mercado e esse corretor vai poder te mostrar tudo. E ele, em muitos Estados, ele te representa perante a lei. Tudo que ele vai colocar naquela documentação, ele é responsável por fazer. Então, ele é como se fosse um híbrido de advogado e corretor. Em outros Estados não. Illinois, por exemplo, onde a gente tem grande parte da nossa operação, você tem um advogado também. Então, o que eu sempre falo? Confia no seu corretor. Escolhe um corretor bom, uma pessoa que tem bastante experiência, uma pessoa que realmente queira te ajudar e acredite nela, não fique correndo atrás de outros corretores, que só vai trazer problema para você. Uma outra coisa também que eu sempre gosto de falar é a questão das leis perante a transação imobiliária. A transação bancária aqui nos Estados Unidos. Você tem duas leis. A primeira é Anti Money Laundering, que é contra a lavagem de dinheiro e você tem o Patriot Act que é questão patriarca em relação a terrorismo. Essas duas leis criam um grande problema em transação de compra de casa por causa de depósito. Se uma pessoa chega no banco e deposita 10 mil dólares em dinheiro, às vezes, a pessoa gosta de guardar dinheiro em casa, quando ela chegar no banco e for depositar o dinheiro, ela tem que documentar de onde vem esse dinheiro. E guardou em casa não é uma explicação. E muitas das vezes, a pessoa chega: “Ah, eu tenho 50 mil dólares. Quero comprar uma casa”, mas ela não depositou e não estava com o banco, infelizmente a gente não pode usar esse dinheiro. Então, a gente sempre fala: “Coloque o seu dinheiro no banco, documente toda a entrada e a saída porque isso pode causar bastante problema na hora de comprar uma casa”.

Juliano Godoy – Entendi. Então, não adianta tirar o dinheiro de baixo do colchão e ir lá comprar a casa, não é? Tem que mostrar a rastreabilidade dele, de onde ele veio.

Donnersson Penna – Com certeza.

Juliano Godoy – E, assim, as pessoas que estão morando no Brasil, se ela quiser ter um empréstimo para comprar uma casa aqui, elas conseguem ou não? Ou você precisa necessariamente estar morando nos Estados Unidos para conseguir um empréstimo?

Donnersson Penna – Conseguem, com certeza. E hoje em dia é uma das modalidades de empréstimos que mais está crescendo. Pessoas que moram no Brasil, ganham o salário… Ganham a vida dela no Brasil, às vezes não precisam nem ter green card, pode só ter um visto de viagem para cá mesmo de turismo, elas podem comprar aqui. Tem todo um preparo, você tem que abrir uma empresa, você tem que ter uma conta bancária aqui nos Estados Unidos, mas é uma coisa bem simples para fazer e, principalmente, em Estados mais no sul como Flórida, Califórnia. Bastante brasileiros estão investindo para poder alugar em Air Bnb ou para poder passar férias com a família e tal. Tem bastante gente comprando do Brasil para cá. É bem simples a transação e a gente pode, com certeza, ajudar vocês.

Juliano Godoy – Que legal, cara. Então, assim, ou seja, mesmo eu não tendo visto de trabalho, mesmo não tendo Green Card, se eu só tiver visto de turista eu consigo não só comprar um imóvel aqui, mas também fazer um financiamento para pagar esse imóvel?

Donnersson Penna – 100%. E os termos do financiamento, muitas vezes, sai melhor do que no Brasil. Você pode comprar um imóvel com mais ou menos 20%, 25% de entrada, sendo brasileiro, morando no Brasil, e com juros por volta dos 6%, 5%, 6%, mas bastante pessoas no Brasil então conseguindo juros bem mais altos que isso para comprar a própria casa onde vão morar. Então, é uma ótima oportunidade para investir, tirar o dinheiro do Brasil, às vezes, por questão de investimento ou para ter algum dinheiro guardado fora do país gerando um lucro bem bom.

Juliano Godoy – Donnersson, vamos falar um pouco, talvez, dos tipos de financiamento. Porque foi… Essa foi uma das coisas que eu… Eu sofri bastante quando eu fiz o meu primeiro financiamento, não é? O meu agente, o você da época, não foi você, eu não te conhecia ainda, mas me perguntou: “Ah, você vai querer fazer fixo, você vai querer fazer arm, você vai querer fazer “jambow” (00:17:59) e eu também fiquei com uma cara de “ué?” Para ele. Talvez fala os dois ou três principais produtos assim para as pessoas pensarem quando for fazer esse tipo de compra.

Donnersson Penna – Não, tranquilo. Basicamente, você divide a maior parte dos empréstimos em três. Dois deles estão na mesma categoria e funciona mais ou menos assim. Um a gente chama de FHA que é um empréstimo assegurado pelo governo. O outro é um chamado de convencional, é um empréstimo assegurado pelo… Por empresas privadas. A única diferença disso aqui é o tipo de seguro que vai ter para esse tipo de empréstimo. Quando você não coloca 20% de entrada, você tem que comprar um seguro. Então, você vai ter a opção entre esses dois aqui.

Juliano Godoy – Só para te interromper, desculpa, cara. É que você falou Downpayment antes. Aí de novo, Downpayment tem entrada, não é? Então, para quem não sabe também, o Downpayment é a entrada, que é a mesma coisa. E aí por que tem… E você tem que dar esses 20% porque se você não der esse mínimo você tem que comprar um seguro para o seu… Para o seu financiamento, não é? Basicamente é isso. É o risco de você não pagar, de você ficar inadimplente. Então, você compra um seguro para esse tipo de financiamento, correto?

Donnersson Penna – Correto. Correto. O governo obriga você a comprar esse seguro se você não coloca 20% de entrada na compra da propriedade. E é basicamente essa a diferença. Como o governo vai assegurar em um tipo de empréstimo, no FHA, o governo quer que você compra casa, ele quer que você… Porque quando você compra casa, você vai comprar móveis, você vai fazer reformas, você vai girar a economia. Então, o governo aceita um risco bem mais alto, mas você vai pagar esse seguro para o restante do tempo. O convencional é um seguro, dependendo do seu crédito, bem mais barato, mas você vai pagar até chegar 20% do valor que você pagou na casa. Quando você tiver 20% de equity você para de pagar. Esses dois empréstimos são basicamente os mesmos. Tirando essa diferença, eles vão ser os mesmos. Você pode chegar até mais ou menos em boa parte dos Estados até 647 mil dólares. Se o seu empréstimo é acima de 647 mil dólares, você entra no Jambow, que seria o empréstimo para casas mais caras. Aí começa a entrar umas diferenças porque como o governo não influencia em nada desse tipo aqui, dos jambows, daí você coloca 10%, 15%, vai depender do mercado. Ele tem um juro, às vezes, um pouco melhor porque são clientes em que o banco tem interesse em ganhar, às vezes, as contas de investimento, as contas bancárias. Então, vai depender disso e ele não tem muito seguro, não é? Os que a gente faz não… Você não precisa de colocar seguro mesmo com 10% de entrada, comprar esse seguro do empréstimo. Então, fica mais ou menos esses três. Esses são os três principais tipos de empréstimos que são feitos nos Estados Unidos. Agora, com todos os três você pode pegar um juro fixo ou um juro variado. Com o juro fixo, você escolhe por dez, quinze, vinte, vinte e cinco, trinta anos fixos. O tempo que você vai ter para poder pagar. Quando é um juro variável, que a gente chama de arm (a-r-m) é um juro que vai estar fixo por três anos e nos outros vinte e sete, por exemplo, vão ser variáveis; ou ele vai estar fixo por cinco, por sete, por dez ou por quinze e o restante vai ser variável. E essa variação, isso depende do contrato no momento, quais são os limites que ele vai poder variar, coisas que vão depender do momento e do mercado. Mas em todos esses três você tem essa opção. Fixo ou variável. Lógico que o juro variável tem que ser mais barato porque o banco está jogando mais risco em você, não nele mesmo.

Juliano Godoy – E acho que depende também um pouco da perspectiva de mercado, não é? A gente viveu acho que nos últimos anos aí uma onda de juros baixos, não é? E aí acho que valia a pena você ter uma taxa fixa, etc. porque tinha uma perspectiva de subir. Então, depende muito da decisão da pessoa. Se ela acha que a taxa de juros vai subir, se ela acha que vai abaixar, etc. Acho que o mercado estava até, sei lá, um ano atrás, não tinha… Principalmente depois do Covid, não tinha muito para onde ir para baixo, não é? Então, acho que a tendência agora é a taxa subir, uma subida na taxa de juros.

Donnersson Penna – Com certeza. E quando o Covid estourou, o que ocorreu essa baixa, o que pressionou os juros a baixar foi realmente subsídio governamental e o governo estava subsidiando taxa fixa. O governo não estava subsidiando taxa variável. Então, ele forçou quase todo o mercado a refinanciar numa taxa fixa, a comprar numa taxa fixa e hoje como o juro está subindo por causa de inflação, por causa da guerra, então está começando a ocorrer um pouco essa diferença. O juro está um pouquinho mais alto no fixo e no variável ele está bem mais baixo justamente por causa dessa questão de risco na mão do banco.

Juliano Godoy – Você falou uma outra coisa que eu também acho que é bem peculiar dos Estados Unidos, que é refinanciar o financiamento. De novo, não sei se existe no Brasil. Honestamente não refinanciei nenhuma casa, mas aqui isso é muito comum. As pessoas refinanciam a casa. O que é o refinanciamento? E por que… O que levaria uma pessoa a fazer isso e quando ele passa a valer a pena?

Donnersson Penna – É até engraçado porque muita gente não entende como é que eu te vendo um juros hoje e depois a gente vai lá e te liga para poder te vender um juros mais baixo.

Juliano Godoy – Eu aqui. Eu aqui. Não só não entendo como fico p da vida, entendeu? Por que já não me deu o juro bom lá atrás? Mas ok. Me explica aí.

Donnersson Penna – Não, mas é bem simples. Porque funciona mais ou menos assim. Todo financiamento quando é feito, o banco sabe que ele vai te emprestar o dinheiro, mas você não vai ficar na casa durante todo aquele tempo. Então, a média nacional é de mais ou menos 7 anos. A pessoa vai ficar com um empréstimo ou com uma casa no máximo 7 anos. Então, por mais que o banco faça um empréstimo em trinta anos, ele sabe. Você vai se livrar desse empréstimo antes. Então, o que começou a ocorrer? O governo, quando ele compra a maior parte dos empréstimos para subsidiar os juros, as empresas começaram a ligar: “Poxa, eu vou te conseguir um juro melhor hoje do que você tem”. O risco não está na empresa mais, não está no banco. Está no governo e o governo pouco se interessa. Se todo mundo refinanciar e baixar os juros é mais dinheiro que a pessoa tem na mão, mais dinheiro para investir na economia, a economia vai girando. Então, como você tem o governo segurando todo esse giro, você transforma numa coisa maravilhosa para todas as pessoas. E o refinanciamento nada mais é do que você pegar o que você que você deve hoje e tirar um novo empréstimo com novas… Com juro novo e pagar o juro que você tinha antigamente. Nada mais que isso. Então, se eu devo 100 mil dólares e eu tenho juros de 5%, mas hoje o juro está 3%, eu vou pegar 100 mil dólares a 3% para pagar aquele que estava em existência. Então, seu pagamento vai diminuir e muita gente sai de um 30 anos para 15, ou sai de um juro variável para um juro fixo. E o mais interessante nos Estados Unidos é que a gente tem a possibilidade de sacar dinheiro. Vamos dar um exemplo aí, vamos dizer que eu comprei uma casa a 100 mil dólares a 40 anos atrás ou já tem a casa paga hoje, só que eu preciso de dinheiro por questão de saúde ou por questão de escola, eu quero viajar, investimentos. Eu preciso de dinheiro. Essa casa vale 200 mil dólares. Então, eu posso sacar parte, não tudo, posso sacar até 80% desse montante. Então, até eu vou e faço um empréstimo de 160 mil dólares, recebo 160 mil dólares na minha mão e eu faço o que eu bem entender. Contanto que eu demonstre que eu tenho habilidade de pagar por esse empréstimo, o banco faz esse empréstimo sem problema nenhum. Então, existe diferentes motivos para refinanciar. A maior parte deles, economia, mas muita gente refinancia para continuar investindo ou porque chegou em algum momento que precisa de um dinheiro por questão de saúde, tal, acontece bastante, ou para pagar algumas outras dívidas que a pessoa tem. Mas é uma modalidade que muita gente usa e traz bastante benefício para as pessoas.

Juliano Godoy – Que é o tal do Home Equity Line, não é? Então, ao invés de as pessoas fazerem um empréstimo qualquer no banco, elas vão lá e financiam… É como se dessa casa como garantia, não é? Você faz um empréstimo e a casa fica como… O valor que você tem na casa fica como garantia daquele empréstimo, é isso?

Donnersson Penna – Sim. Você tem duas modalidades nessa área de sacar dinheiro que você tem na propriedade. A primeira é fazendo o que a gente chama de cash out refinanciance, é um refinanciamento onde você está sacando dinheiro da propriedade. Você vai colocar um empréstimo de 30 anos, por exemplo, 30 anos fixos e vai sacar o máximo que você vai conseguir daquela propriedade. Agora, a Home Equity Line of Credit que você está dizendo, a (inaudível – 00:27:44) é uma linha de crédito que você coloca literalmente um cartão de crédito que você coloca atrelado à sua propriedade. Então, vamos dizer que eu tenho uma casa de 150 mil dólares, eu já paguei 100 mil dólares? Então, eu tenho esses 100 mil dólares ali que eu posso utilizar da maneira que eu quero. Você vai receber, às vezes, um cartão, um cheque. Escrever um cheque para 5 mil dólares, você passa a dever 55 mil dólares. Você vai acrescentando o valor que você deve, você paga juros sobre aquele valor, mas ele é uma linha de crédito que você criou contra a sua casa. Você dá a sua casa de garantia para o banco e você utiliza o que você… Já foi pago como um crédito, como uma linha de crédito ali. Então, é uma coisa que muita gente usa. Muita gente. Principalmente, se for fazer alguma melhora na casa, porque os juros são baixos.

Juliano Godoy – Reforma.

Donnersson Penna – Exato. Vai reformar a casa ou até mesmo os filhos vão para a escola, vai pegar um empréstimo e fazem. Muita gente utiliza esse tipo de processo.

Juliano Godoy – Acho que também pode ser usado para pagar… A pessoa está com, sei lá, dívida no cartão de crédito e aí faz isso porque aí tem um juro muito menor, não é?

Donnersson Penna – Com certeza.

Juliano Godoy – Acho que, de novo, não encorajo ninguém a fazer dívida, mas se alguém tiver com dívida no cartão, faz uma operação mais esperta, mais inteligente, pega um juro menos com (inaudível – 00:29:13), paga o juro no cartão e fica aí pagando um juro bem menor com esse tipo de operação.

Donnersson Penna – Acho que você tocou numa coisa, Juliano, que eu acho que é o principal nesse país. Você falou que você não encoraja ninguém a fazer dívida. Eu também não, não é? Faço empréstimos por toda minha vida, mas nesse país, e você, tenho certeza, vai concordar comigo, é impossível viver sem fazer dívida. Para construir um crédito, para construir as coisas nesse país é o principal. Você tem que ter uma dívida, mas o que eles querem ver, o que os bancos, o que o sistema quer ver de você é que você sabe lidar com a dívida, você sabe, você é esperto, você é inteligente com a sua dívida. Quanto mais inteligência com a sua dívida você demonstrar, mais linhas de crédito, mais crédito você vai sempre ter. Então, é uma coisa que… Lógico, vai pegar cartão de crédito e comprar roupa, viagem, isso aí é a pior coisa que você pode fazer. Agora, nesse país, viver sem fazer dívida é quase impossível.

Juliano Godoy – Essa foi uma coisa que, assim, demorou para entrar na minha cabeça. Era meio contraintuitivo e aí, assim, até para contar uma história. Obviamente, também brasileiro, vim para cá, fui comprar um carro também. Eu fui atrás de um carro e aí não sabia como funcionava e fui igual esquema Brasil. Então, o que eu fiz? Fui em quatro concessionárias, pedia para fazer test drive, escolhia o carro, pedia uma cotação para o vendedor. Falava: “Ah então fala para mim quanto que é, como que… Se eu for parcelar, tal” aí o cara me passava uma proposta. Aí quando fui no meu… Na quarta concessionária, o cara falou para mim: “Qual o seu problema?” Eu falei assim: “Como assim?” Não, você tem quatro questionamentos de crédito aqui. Então, assim, você está com problema de dívida, não sei o quê? Eu falei: “Não, eu só quero comprar um carro”. Porque toda hora que eu ia lá e eu pedia uma proposta, ele puxava meu crédito e aquilo entrava como uma marca negativa, não é? Então, de novo, um negócio que eu não sabia que tem muito a ver com o que você falou, que é um serviço que vocês oferecem também de educação financeira, meio que uma educação financeira para quem chega aqui ou para quem está começando. Tem alguma coisa que é expandir mais nessa área ou não?

Donnersson Penna – Com certeza. Isso aí eu acho que é o principal de toda pessoa que chega no país. É a construção do crédito. É entender como o sistema funciona e entender como utilizar o sistema para se beneficiar. E o que eu sempre recomendo para todo mundo que chega no país, você precisa ter três coisas. Dois cartões de crédito e um empréstimo de carro. Não interessa qual que é o limite do seu cartão de crédito, não interessa nada qual que é o valor do seu carro, nem nada. Porque o que interessa é o que você vai gastar nesses cartões de crédito e o que você vai pagar mensalmente no empréstimo de carro. Não é simples. É difícil. Muitas das vezes você vai no Chase eles te negam ou você vai no City, eles te negam, mas um outro cliente vai no Chase e consegue. Então, o primeiro cartão de crédito a você fazer é a coisa mais difícil que tem. Só que é exatamente o que o Juliano acabou de falar, né Juliano? Quando você faz o pedido do crédito, eles te negam, é uma coisa ruim. Então, leva-se mais ou menos seis meses para criar um crédito. Só para explicar porque, às vezes, as pessoas não entendem. Nos Estados Unidos, como se fosse uma questão de uma nota. Do mesmo jeito que você vai numa escola e você tem a sua nota da escola, o sistema bancário, o sistema financeiro americano te dá uma nota de bom pagador. Essa nota vai de 350 até uns 850. Então, quando você chega novo e começa, isso é simples porque como você não tem um histórico ruim, não tem nada para te atrapalhar no seu histórico. Então, fica simples. Você só precisa de dois cartões de crédito, nunca gaste mais que 30% do limite no cartão de crédito, pague seu cartão em dia, sem seis meses você está com crédito de 650 para 700 simples. Não é nada de preocupação. O problema começa a acontecer quando você vai comprar um carro, eles te negam o crédito ou quando você vai pegar um novo cartão, eles te negam ou quando você deixa de pagar o cartão em dia, você deixa de pagar o carro em dia. Isso vai começar a pesar na sua nota dizendo que você é mau pagador. Mesma coisa na escola. Você tirou um F numa prova, aquele F ali não vai sair da sua cabeça, ela não vai sair da sua nota. Por mais que você tire A em todas elas, ela vai continuar pensando a sua média. Então, é importantíssimo pagar sempre em dia, nunca deixe de pagar suas contas. Criou-se essa conta, criou-se essa nota, daí sim você consegue fazer os seus empréstimos, você consegue crédito para comprar carro, para um cartão de crédito. E a gente que mora aqui, né Juliano? A gente sempre quer os cartões de crédito da Delta, da América porque a gente gera tantos pontos que a gente consegue ir para o Brasil praticamente de graça passar férias, visitar a família e tudo mais. Então, é um ponto extremamente importante essa de criação do crédito.

Juliano Godoy – E só para reforçar. Duas coisas que você falou aí, Donnersson, uma é para todo mundo que está ouvindo, assim. Fez o cartão, pague em dia. não atrasa, etc. E dois, assim, nem pense em estourar o limite. Se você ganhou um limite de 10 mil dólares, gasta 3 mil dólares. 30%, esse que é o bom guia porque se você estourar o seu… Se você gastar mais que isso também não vai te ajudar no seu cartão porque o sistema vai entender que, enfim, você não sabe controlar sua dívida. Por isso que o Donnersson falou que o sistema quer saber se você sabe usar a dívida. Então, põe essas duas coisas na cabeça. Assim: Um, paga sempre em dia; dois usa no máximo 30% do seu limite de crédito. São duas coisas para reforçar.

Donnersson Penna – Com certeza. Basicamente, a maneira em que os “birrows”(00:35:37) que são três empresas que chamam Trans Union Equifax e Experian, que a gente chama de finantial birrows que vão fazer essa nota sua. E a maneira que, por lei, eles são obrigados a olhar isso é o seguinte. Se você tem um crédito de 100 dólares no seu cartão, se seu crédito no cartão é 100 dólares ou 100 mil dólares, eles não podem te discriminar por questão de você ter 100 mil dólares e você ter 100 dólares. Ele tem que olhar você como um todo. Então, ele olha o seguinte. Quanto de dívida você está fazendo para suplementar os seus gastos mensais. Então, se você tem 100 dólares e fica gastando 100 dólares por mês no cartão, está sempre atolado o seu cartão, quer dizer que você está utilizando isso para poder suplementar sua vida financeira. Agora, aquela coisa. Se você tem um limite maior fica mais fácil, mas pegou aquele limite, gaste sempre 30% daquele limite e não mais que isso. Tente não gastar e o seu crédito vai ser gerado tranquilo.

Juliano Godoy – Outra pergunta, Donnersson, que, assim, eu também tive que aprender foi o tal dos pontos. Meu agente perguntou para mim: “Ah, você quer comprar pontos, quer comprar pontos?” E, de novo, eu também mineiro, para mim, pontos era da Tam, eu ganhava pontos da Tam, tal. O que é o tal do “pontos” aqui?

Donnersson Penna – Ao contrário do que muita gente acredita que existe modalidades que, às vezes, pode acontecer, mas quando você pega um juro, quando eu vendo um juro para você, esse é o juro base que você tem. Se o seu juro sobe… Por exemplo, vamos dizer que eu vou vender para o Juliano uma casa, eu vou fazer o financiamento de uma casa e os juros dele vai ser 4%. Se eu passo juros de 4,5% para o juliano, eu não vou ganhar dinheiro extra. Existe um dinheiro extra que vem ali naquele juro mais alto, por eu estar cobrando mais dele, por lei eu sou obrigado a dar aquele dinheiro para ele. O contrário também ocorre. Se eu chegar no Juliano e falar: “Olha, Juliano, seus juros é 4%, mas eu sei que você quer 3,5%, eu vou te vender 3,5%” vai ser preciso de um dinheiro para poder chegar dos 4% para os 3,5%. Isso é o que a gente chama de pontos. Esses pontos podem ser positivos ou negativos, ele vai obrigar você a levar dinheiro extra para o fechamento ou você vai ganhar um crédito extra no fechamento. E isso pode ajudar bastante porque tem muita gente que, às vezes, tem o juro um pouco pior por questão de crédito estar ruim ou uma entrada que não seja muito boa e você dando um dinheiro a mais, vamos dizer, você vai dar 2 mil dólares, 3 mil dólares a mais e você vai diminuir seu juro de 4% para 3,5%, por exemplo. E isso vai gerar uma economia porque o seu juro é menor e você vai pagar menos por mês porque você deu um dinheiro de entrada. É a mesma coisa quando você faz uma… Eu sempre explico isso. É a mesma coisa de fazer uma apólice de seguro de vida. Você pode pagar 500 dólares por mês ou você dá 5 mil dólares para pagar 300 dólares por mês. Você literalmente está adiantando um pouco daqueles juros na hora do fechamento, para diminuir seu pagamento mensal. Literalmente isso.

Juliano Godoy – E aí teve outra coisa que eu também aprendi na minha terceira compra aqui. Você viu que eu só fiz cagada, né cara? Se tiver um exemplo que você precisa dar para os seus clientes aí do que não fazer, pede para me ligar porque eu fiz tudo errado na minha primeira compra. Mas eu também, assim, levei… Eu fui apresentado a um… Como eu falei, primeiro achei um corretor, para depois achar um agente de crédito e aí meu corretor me apresentou esse agente de crédito e aí esse agente de crédito meu deu uma proposta, eu acabei fechando com ele, etc. E aí já na minha… Não foi nem na segunda, foi na terceira casa quando eu mudei, foi até você que me falou: “Mas espera aí, eu te fazer uma proposta”. Eu falei: “Não, mas eu já tenho a proposta desse outro cara aqui”. Você falou: “Não, vamos… Esse é um mercado competitivo. Eu posso te fazer uma proposta melhor, etc”. Então, assim, eu nem sabia que eu podia, como a gente diz aqui, shop for… Pela taxa, quando eu posso fazer cotações, ir atrás de outras pessoas, etc. Como que funciona esse processo, cara? Como é que a gente busca essas taxas, enfim? Quando a gente faz shop também, vou em banco, vou batendo nas suas… instituição como a sua?

Donnersson Penna – Então, isso aí é uma coisa extremamente importante e é a principal razão de eu trabalhar nessa empresa, nesse tipo de empresa que eu trabalho. Porque quando você vai… Muitas das vezes, você vai entrar em contato com o Realtor e o Realtor vai te passar (inaudível – 00:40:36). Muitas pessoas acham que você é obrigado a usar aquele profissional que faz o crédito ali para você comprar a casa. Na verdade, você não é. Se alguém passar o meu nome, você não é obrigado a trabalhar comigo. Você trabalha comigo se você quiser e tal. E muita gente, às vezes, vai no banco que tem a conta, não é?

Juliano Godoy – Tem conta.

Donnersson Penna – Exato. Ah eu tenho conta, tenho cinco anos de conta lá… O banco literalmente não quer nem saber se você tem dez anos de contas com eles. E eles vão te passar um juro. E aquela coisa, diferentes empresas trabalham diferente. A nossa empresa, por exemplo, trabalha com mais de setenta bancos e instituições financeiras. Então, o que… Como é que a gente trabalha? Ao invés de você entrar em contato com 70 bancos, puxar seu crédito 70 vezes, a gente vai diretamente no mercado e olha qual é o melhor juro para o Juliano naquele momento. E a gente faz o empréstimo ou com a gente mesmo, por ser banco, ou a gente faz com esse tipo de empresa, com essa empresa através, vamos dizer, de um contrato de Broker. A gente faz tudo interno e depois que você comprou a casa, a gente passa o empréstimo para eles porque, na verdade, eles que te venderam o melhor… O melhor juro. Então, a gente é como se fosse um híbrido. A gente trabalha com Chase, trabalha com Wells, trabalha com todos esses bancos grandes, mas também trabalhamos com outros. E muitas das vezes, as pessoas não fazem isso. Elas não entendem com quem elas trabalham. Elas, às vezes, querem trabalhar com Chase da vida, com o banco que elas têm ou elas, às vezes, não tentam pesquisar qual que é a melhor coisa, qual que é o melhor juro que está no mercado. Então, justamente isso que é o nosso principal. A gente trabalha somente com crédito imobiliário e a gente tem parceria com quase todos os bancos para vender o melhor juro e fechar no menor tempo. Esse sempre é o nosso objetivo.

Juliano Godoy – Boa. Quero reforçar isso, então, cara. Para quem está vindo para cá e está querendo comprar um imóvel, você não é obrigado a fechar com o agente que o teu corretor te indicou, não é? Obviamente, se te prestar um bom serviço, se te dar uma boa taxa, ok. Mas você não é obrigado a fechar com ele. E dois, possivelmente você não vai conseguir a melhor taxa no banco que você tem um relacionamento. Eu sei que isso também é meio contraintuitivo, mas geralmente não porque, assim, esses bancos, os exemplos que a gente falou aqui, eles estão focados em consumo, em outro tipo de cliente. Às vezes, eles nem são tão forte em crédito imobiliário, etc. Então, não vem achando que porque você tem uma conta no banco X por dez anos que eles vão te dar uma taxa melhor. Pelo contrário. Pode ser que eles te dão uma taxa pior do que se você conseguir num outro banco. Porque outro banco também está querendo ter cliente novo, etc. Então, pesquisa bastante, vai atrás e aí acho que é o gancho para a próxima pergunta, Donnersson. Sim, o que a gente tem que saber na hora de procurar um agente, não é? Assim, como… Quais são as coisas que a gente tem que olhar? Esse é um mercado que, sei lá, tem muito picareta, não tem ou todo mundo, poxa, por ser bem regulamentado, cara, só tem gente séria? Fiz duas perguntas em uma aqui.

Donnersson Penna – Para achar um agente… Você está perguntando um agente, um Realtor ou agente de crédito?

Juliano Godoy – De crédito.

Donnersson Penna – De crédito, beleza.

Juliano Godoy – Realtor vai todo mundo procurar o Fábio. Realtor eu já mandei tudo para o Fábio.

Donnersson Penna – Então, a questão do crédito você tem que entender com quem você está trabalhando. Muitas das vezes, a razão que empresas igual a gente, igual à minha existe é por questão de terceirização. O Chase não quer contratar duas ou três mil pessoas para poder ficar no telefone com você no final de semana quando você está procurando a casa e achou uma casa perfeita, você quer saber quanto que vai ser o seu pagamento. Chase não quer nem saber em relação a isso aí. Então, você trabalhar com uma pessoa que tenha disponibilidade. O que eu sempre falo. Eu trabalho no final de semana. Você me liga no sábado de manhã, não posso falar de outras pessoas, mas me liga sábado de manhã, eu vou te atender. Você quer rodar os números, você quer saber quanto que eu vou levar para o fechamento e quanto vai ser o meu pagamento, esse é o serviço que eu sempre dou. Estou sempre disponível. Então, tenha certeza que você vai achar um agente que tenha disponibilidade para você. Porque uma coisa é fazer um cálculo e mandar uma carta, uma outra coisa é você chegar e ter uma assistência do início ao fim e comprar a casa sabendo que você realmente entendeu tudo que você fez, porque existe muitas maneiras de acontecer problemas através de uma transação. E entender o tipo de empresa que a pessoa trabalha. Se você vai para uma empresa grande, um banco grande, às vezes eles vão tentar te puxar para um tipo de produto. Muitas das vezes, as pessoas vão online aí nesses bancos online, não quero nem falar nome, mas pessoal vai nesses bancos online para verificar e eles estão jogando os clientes num tipo de empréstimo que não é realmente o ideal para aquele cliente. Porque eles ganham mais dinheiro com aquele empréstimo, eles fazem aquele tipo de empréstimo para o cliente. Às vezes, um empréstimo privado, quando a pessoa poderia estar comprando com um empréstimo governamental. Então, a gente vê bastante isso. Entenda com quem você está trabalhando em termos de pessoa, o caráter da pessoa, e entenda também o caráter do banco que você está trabalhando porque nas duas situações você pode se estrepar aí bastante com essa situação.

Juliano Godoy – Entendi. Cara, pergunta capciosa agora. Se eu tiver um dinheiro vivo para comprar imóvel, ainda assim vale a pena eu fazer um financiamento?

Donnersson Penna – Eu acredito que sim. Taxa de juros hoje está mais ou menos entre 3,5% e 4%. Às vezes, um pouquinho mais se você tem um crédito um pouco pior, mas vamos jogar uma taxa de juros a 4%. SE você pega… É um momento ruim para poder dar um exemplo desse por causa do mercado financeiro que está hoje em dia, mas se você pega aí nos últimos cinquenta anos e cria uma média de retorno com investimento no mercado ou imobiliário ou de ações, você vai ter aí uma média entre 8% e 10% nos últimos 50 anos. Então, se você pega 400 mil dólares e vai pagar numa casa de 400 mil dólares, você está jogando 400 mil dólares para economizar 4%. Quando você poderia estar investindo esse dinheiro com um profissional, às vezes, ou você fazendo sua própria pesquisa, e ganhando um juro bem… Um retorno bem mais alto. Ou comprando outras propriedades. Você pode colocar uma propriedade… Colocar 5% de entrada numa compra dessa e você pode comprar outras propriedades como investimento. Eu sempre dou o exemplo meu mesmo. Quando eu fui comprar minha casa, coloco um pouco mais de entrada ou não? Eu tirei dinheiro do meu “for one key” (00:47:54), peguei dinheiro da minha aposentadoria, que fica guardada lá tendo retorno e comprei minha casa. Até os 5% que eu coloquei de entrada na compra da minha casa foi dinheiro que eu peguei emprestado com o meu fundo de aposentadoria. Então, é muito simples você comprar uma casa, eu vou pagar juros para mim mesmo na minha aposentadoria e a minha casa eu estou pagando ela e ela está ganhando, ela está valorizando no decorrer dos anos. Então, praticamente comprei uma casa com quase nada das minhas mãos, usei o meu dinheiro de diferentes maneiras e comprei alguns anos atrás, então tenho os juros… Os meus juros está baixo e não vou… Provavelmente, agora refinanciar só para tirar o meu pagamento de seguro do empréstimo e pronto. Estou… Não tem muito mais que eu possa me preocupar.

Juliano Godoy – E os juro ainda é dedutível do imposto de renda, não é?

Donnersson Penna – Exato. Tem duas coisas que você pode deduzir do imposto de renda. É o seu juro e o seu imposto territorial. O que você paga, você pode deduzir isso aí. Em algumas situações, não é todas, você pode deduzir até o seu Mortgage Insure, esse seguro que você paga pelo empréstimo. Você tem que estar… Aquela coisa, não sou contador, então não estou dando nenhum auxílio nem nada, mas estou dando a dica, converse com seus contadores, mas dependendo do salário anual, você pode deduzir o que você paga de seguro do seu empréstimo do seu imposto de renda também. Então você praticamente vai deduzir quase tudo que você paga.

Juliano Godoy – E você comentou que… Voltando um pouquinho no começo da conversa quando você fez a faculdade e tal, sua tese foi a crise de 2008, que teve muito a ver… Que foi uma crise imobiliária, não é? E aí está no mercado imobiliário, etc. E a gente tem visto principalmente, de novo, pós-Covid com a baixa da taxa de juros, governo incentivando bastante, a gente tem visto acho que nos últimos dois anos, o preço do imóvel dar uma subida boa, não é? E tem toda a discussão, enfim, é bolha, não é bolha, vai ficar… Do que você tem acesso, não estou pedindo a sua opinião, mas, enfim, do seu banco, etc. vocês têm alguma opinião sobre a situação do mercado atual ou não?

Donnersson Penna – Olha, atual é um mercado que está bem saudável. Se você olha no passado, de 2008 até hoje, durante muito tempo não se ouve uma apreciação nos valores de imóveis e a principal razão dessa apreciação é uma questão demográfica mais que qualquer outra. Durante muito tempo, os millennials, que é a minha geração, não comprou casa. Essa geração morava nos grandes centros, morava de aluguel, ela realmente não comprava casa. E a geração anterior, que é a geração dos meus pais, ela também é uma geração gigante. Se você colocar ela em perspectiva com todas as gerações que os Estados Unidos já tiveram, são as duas maiores gerações da história do país. Então, essa geração, os baby boomers, que são as pessoas que vieram… São os filhos das pessoas que estavam na guerra, a segunda maior geração no país, essa geração está começando a aposentar. Essa geração está começando a casar, em 2023, os millennials chegam no topo de formação familiar. Ou seja, a pessoa casa, quer comprar uma casa por causa dos filhos, por causa das escolas. Então, você tem essas duas maiores gerações na história do país trocando casas. Essa geração aposentando, meu filho não precisa mais ir na escola, o que eu vou fazer? Vou vender minha casa, vou mudar para a Flórida, vou mudar para o Texas, vou mudar para a Geórgia, eu vou mudar para onde eu posso porque hoje é tudo online. Todo mundo trabalha de casa, eu não tenho necessidade de ficar em Nova Iorque, em Chicago, em Seattle e tal. E você tem toda essa geração millennial, que são a maior geração da história saindo dos grandes centros e indo para os subúrbios, exatamente o que eu fiz. Há dois anos atrás eu saí do centro no meio da pandemia e fui para o subúrbio. Agora, você tem essas duas gerações trocando de casas, comprando casa e a outra trocando e você tem desde 2008 até agora quase… Não vou falar quase nenhuma, mas muito pouca casa foi construída justamente porque não tinha essa demanda. Essa demanda as pessoas estavam morando no centro, estavam alugando. Então, é um problema que demorou literalmente uma década para os Estados Unidos voltar a construir casa naquele mesmo ritmo que construía antes, não é? Se você pega uma média, a gente voltou para a média somente esse ano, então não se construiu casa e agora você tem as duas maiores demografias querendo comprar casa de alguma maneira e uma com muito dinheiro das pessoas aposentando, vendendo uma casa, comprando uma outra, chegam e oferecem 10 mil a mais, 15 mil a mais, 20 mil a mais. Para eles, pouco se importam. Eles estão saindo do frio e indo para o calor, às vezes. E uma outra que, às vezes, está vindo com for one key, tem algum dinheiro guardado, o pai e a mãe estão ajudando porque estão formando uma família. Então, juntando isso criou esse mercado de hoje em dia. As pessoas querem espaço, elas querem casa, elas querem, às vezes, mudar para alguma outra… Um outro lugar e não tem casa suficiente. É o que todo mundo fala. Não tem casa suficiente. Então, você vai levar um tempinho a mais para achar uma casa, você vai ter que buscar um pouco melhor para poder achar uma casa que você quer, mas existe. Então, os preços tendem a subir porque a busca está muito maior que o número de casas disponível no mercado.

Juliano Godoy – Ou seja, é um cenário bem mais saudável do que o cenário de 2008, é um mercado mais saudável, com inventário baixo. Acho que o que aconteceu lá atrás, não sei para quem viu o filme Big Short, não é? Quando o povo dessa história era assim, era gente comprando duas, três, quatro, cinco casas contando com uma apreciação, depois não conseguiu dar conta do pagamento e aí foi estourando a bolha. Hoje, o que está acontecendo não é isso. As pessoas efetivamente estão se mudando para as casas. Não é que a pessoa está comprando uma casa especulando, contando com o preço da subida. Não, a pessoa realmente está mudando e não tem casa suficiente. Então, é relação de oferta e demanda. Por isso que a gente está vendo essa subida nos preços aqui, não é?

Donnersson Penna – Correto. Exatamente. E, principalmente, para investidores. Investidores não estão conseguindo comprar casa porque o investidor não vai pagar 20 mil dólares a mais. Ele não vai pagar 30 mil a mais numa casa. Ele tem o limite dele e ele vai manter naquele limite. E exatamente o que você falou, em 2008 tinha muita casa no mercado, as pessoas compravam casas porque o crédito estava muito fácil, era um crédito ruim. As pessoas faziam empréstimo, eu chegava e falava: “Ah, eu trabalho no banco, eu olhava quanto que um banqueiro ganha”. Se me falava 500 mil, beleza. Era o que você ganhava. Eu não tinha verificação de quanto você ganhava. Então, o mercado hoje é completamente diferente de 2008.

Juliano Godoy – Bom. Bom sinal. Significa que a gente está aprendendo algumas coisas, não é? Isso é bom. Donnersson, falta… Faltou alguma coisa? Tem alguma coisa que eu não te perguntei que você acha que é importante a gente falar para o pessoal, o pessoal sabendo te fazer? Porque, assim, uma casa geralmente é um dos maiores ativos que a pessoa vai ter na vida, não é? Ela vai ser uma das maiores compras que a pessoa vai fazer na vida. Então, uma decisão muito importante. Tem que ser muito bem pensada, tem que ser muito bem preparada, planejada. De tudo isso que a gente passou, cara, faltou alguma coisa que você falou: “Pô, vamos falar disso aqui também que é importante”.

Juliano Godoy – Eu acho que uma das coisas que é importante falar, muita gente não entende, não sabe é a disponibilidade de crédito até para pessoas que estão aqui legais no país. Existe sempre… Eu sempre falo. Sempre tem uma maneira de ajudar as pessoas porque todo mundo quer comprar sua casa, quer ter, não é? Quer ter o seu cantinho aqui nos Estados Unidos para ter a família e tudo mais. A gente consegue fazer crédito para pessoas que estão no Brasil querendo investir, para pessoas que estão ilegais no país a gente consegue. E tem várias soluções, vários tipos de empréstimos, às vezes, para a pessoa que não está demonstrando suficiente no imposto de renda. Às vezes, para a pessoa que não consegue… Não tem um crédito, às vezes, tão bom. Lógico, pode ser que você vai ter que colocar um pouco mais de entrada e tal, mas existe bastante soluções se você realmente quer comprar sua casa. Existem bastante soluções aí no mercado para te ajudar. Então, é uma coisa que muita gente acha: “Ah eu preciso de dois anos no país”. Não, você precisa de, no mínimo, um ano no país para comprar uma casa. Então, tem muitos mitos que as pessoas falam por aí que são mentiras e você, às vezes, está gastando um ano a mais de aluguel, você acha que você não pode comprar e você pode comprar. Então, existem muitos mitos. Quando você escutar alguém falar alguma coisa, cuidado. Converse com uma pessoa que é um profissional na área e eu sempre falo isso até na área de fazer o imposto de renda. Entre em contato com o CPA, com o contador, converse com o contador. Eu trabalho com imposto de renda o dia inteiro. Leio imposto de renda o dia inteiro, mas eu não gosto muito de dar pitaco porque é aquela coisa. É importante conversar com um profissional da área e essa pessoa vai sempre querer o seu melhor e te ajudar na hora de executar o que você está querendo.

Juliano Godoy – Cara, querendo ir para o… Acho que o papo foi bom, acho que aprendi bastante ou pelo menos, assim, reconheci vários erros que eu fiz e agora preparado para não fazer mais… Se bem que se eu falar para a minha esposa que eu vou mudar de novo, ela me larga. Então, agora eu preciso sossegar aqui. Mas nesse tempo todo que você está aqui nos Estados Unidos, desde quando você veio para estudar, etc, cara, tem… Conta aí o maior perrengue que você passou ou se tem alguma história engraçada seja da cultura ou da língua que você falou: “Cara, fiquei dois anos aqui aprendendo inglês” e tal para a gente terminar esse bate-papo legal aqui numa vibe mais light.

Donnersson Penna – Cara, com certeza, foi minha chegada. Para economizar, sei lá, 100 dólares na vinda minha, peguei uns 3 voos e um ônibus e fui parar no meio do nada no Texas num domingo esperando um Ônibus para poder voltar para chegar na faculdade. Sem falar uma palavra em inglês. Tive que virar… Tinha um mendigo na rua, tive que virar para ele e fazer o sinal com fome e tal e ele me ajudou. E, cara, muito… Hoje eu olho para trás, eu falo: “Cara, eu era muito louco de fazer umas coisas assim”. Peguei minha raquete, vazei do jeito que deu e fui com a cara e a coragem. Hoje eu olho para trás e falo: “Acho que eu não faria o que eu fiz, mas fico muito feliz por ter feito”. Foi bem interessante.

Juliano Godoy – Falou para o mendigo: “Estou com fome”, ele: “Eu também”.

Donnersson Penna – É. Comprei acho que… Nem lembro o que ele foi. Ele me levou num lugar, eu comprei um hamburgão para ele e eu e ele sentado ali e tal, eu com as minhas malas e ele ali sentado, a gente comendo, olhava um para o outro, mas não falava nada. E ele ficou comigo. Acho que isso é o mais interessante. Ele me ajudou, ele ficou comigo até o ônibus chegar. Na hora que o ônibus chegou, ele foi e voltou para o lugar dele. Então, uma coisa que sempre me marcou muito. Me marcou muito. A pessoa não me conhece, cheguei para ele e fiz isso e o cara virou e me ajudou para caramba. Isso foi nota 10, uma história bem legal.

Juliano Godoy – Legal. Uma história bacana, cara. Antes do final aqui, Donnersson, eu termino com o que eu brinco que são as rapidinhas. Então, são quatro perguntinhas pá pum, fala a primeira coisa que vier na sua cabeça, assim, sem pensar muito até para ver o que ainda está ativo aqui ainda, não é? Depois de todo esse tempo aqui, o que você mais sente falta do Brasil?

Donnersson Penna – A comida, cara. Mineiro…

Juliano Godoy – Feijão tropeiro…

Donnersson Penna – Pão de queijo, aquele cafezinho de tarde, feijão tropeiro, poxa. Vai na casa da família, visita dez familiares é 10 cafés com queijo que come, nossa. Comida, com certeza.

Juliano Godoy – E não é qualquer comida. Comida mineira, é isso aí.

Donnersson Penna – Comida mineira.

Juliano Godoy – Legal. E do outro lado, cara, o que você descobriu aqui que agora você não vive sem?

Donnersson Penna – Cara, acho que é a burocracia. Aqui não tem muita, não é? Então, quando eu tenho que lidar com alguma burocracia brasileira e tal. Eu não… A falta de burocracia aqui, se for responder essa pergunta sua. Aqui não tem burocracia quase nenhuma. E, putz. Eu adorei isso. Adorei… Nossa. Achei maravilhoso.

Juliano Godoy – É. Isso é uma constante nos nossos papos aqui, cara. E que conselhos você daria para quem quer empreender aqui nos Estados Unidos?

Donnersson Penna – Cara, eu falaria o seguinte. Ache um niche, um nicho que você queira trabalhar porque dá para ganhar dinheiro, dá para ser bem-sucedido, mas aprenda tudo que você possa aprender naquela área. Eu trabalho com bastante empreendedores aí fazendo empréstimo para as pessoas e sempre gosto de bater um papo e se você entra em qualquer área, qualquer área e você dá o seu melhor, venha com a cabeça aberta, vai dar certo. Esse país tem muita oportunidade.

Juliano Godoy – Bacana. E, Donnersson, tem algum… Quem quiser aprender com você, tem algum livro, um filme ou podcast que você recomenda para o pessoal?

Donnersson Penna – Olha, filme, The Big Short, que você falou. Eu acho que é um filme importantíssimo para entender um pouco nessa questão aí de imobiliária. Mas eu acho que um livro, um livro que eu acho que todo mundo tem que ler é o livro chamado Atomic Habits. Um filme que fala como você criar hábitos… Não criar. Você tem que… Ele tem que vir de dentro de você e depois que eu li aquele livro, nossa, a minha cabeça mudou 100%.

Juliano Godoy – É. Isso é muito bom, cara. Esse realmente… Eu também já li, recomendo e assino embaixo. Boa recomendação. Donnersson, cara, obrigado, bicho. Papo superbacana. Aprendi demais. Obrigado pelo seu tempo. Foi… Espero que tenha curtido também. Mas diz aí onde é que o pessoal te acha, rede social ou website, enfim. A hora do seu merchan aí, cara.

Donnersson Penna – Cara, eu estou… Você pode me achar no meu site Donnersson.com. Ele é direcionado diretamente para a minha página no banco. Você pode também achar nas redes sociais @Donnersson. Depois o Juliano coloca aí também, mas…

Juliano Godoy – A gente põe o link.

Donnersson Penna – Clica no link, mas está aí. @Donnersson no Facebook, @Donnersson no Instagram, no (inaudível – 01:03:43) ou então Donnersson.com e é só isso. A gente está aí para ajudar.

Juliano Godoy – Legal, cara. Obrigado. E aí de novo. Vocês ouviram um pouco a história do Donnersson e aí se você está no Brasil, quer comprar casa, o Donnersson está aqui… Comprar, vai no Donnersson. Enfim, um cara… O coração dele é gigantesco, tenho certeza que ele vai te ajudar, tem todos os contatos dele aí, com certeza ele vai te ajudar a fazer o melhor negócio possível, como ele me ajudou aqui também. Donnersson, obrigado cara. Queria aproveitar também para agradecer todo mundo que ouviu a gente aqui, que acompanha a gente no Spotfy, no Apple, no Youtube. Eu Sempre digo e repito. Para mim, o tempo é o bem mais importante que a gente tem. Então, o fato de o Donnersson ter passado aqui uma hora comigo, o fato de você ter ouvido a gente aqui significa muito, enche meu coração de alegria e de gratidão. Muito obrigado mesmo, mas esse em especial foi um podcast com bastante informação. Então, me ajuda a espalhar essa informação. Se você ouviu isso aqui, viu isso aqui, gostou, aprendeu, se divertiu, compartilha, faz um comentário, vai lá no Spotfy, dá um Review 5 estrelas, vai no Youtube, dá um joinha, se inscreve no canal, compartilha, deixa um comentário. Se você aprendeu alguma coisa, põe um comentário lá no Youtube. Se tiver alguém que quer que eu traga para o podcast para entrevistar, deixa um comentário para a gente. Você também me acha no Linkedin, também me acha no Instagram. Meu Instagram é @jg.julianogodoy e é isso. A gente fica por aqui. Obrigado, até a próxima pessoal. Valeu.

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