Empreendendo no Vale do Silício – Com Jon Prestini
Empreendendo no Vale do Silício – Com Jon Prestini
06/06/2022
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Convidado:
Jon Prestini
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Postado em :
06/06/2022
O empreendedor precisa ter algumas características para conseguir se destacar no mercado, mas sem sombra de dúvidas, uma das mais relevantes é a resiliência e a capacidade de recomeçar nos momentos de baixa.
Neste episódio do podcast “ImiGrandes”, a conversa é com Jon Prestini, empreendedor brasileiro que já fez de tudo um pouco e é fundador da Ido Link.
Jon conta os sacrifícios que precisou fazer para empreender nos Estados Unidos, a caminhada da sua empresa, como conseguiu se levantar nos momentos difíceis, e o mais importante, como conseguiu um investimento quase que por acaso para realizar o sonho de empreender no vale do Silício.
Host
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#imigrandes #podcast #brasileirosnoseua
Transcrição
Juliano Godoy – Olá pessoal, tudo bem? Sejam muito bem-vindos. Eu sou Juliano Godoy e este é o ImiGrandes. Olha só, se você quer ouvir uma história sobre mudança de carreira e aprender sobre ela, se liga no papo de hoje. Mas se você também quiser ouvir uma história de resiliência e determinação, a gente tem também. Só que você está afim de ouvir uma história sobre execução, sobre acreditar num sonho e tirar ele do papel, se liga porque a história de hoje tem tudo isso e muito mais. A gente vai bater um papo hoje com o Jon Prestini, para os cinco mil amigos que ele tem.
Jon Prestini – Para os mais chegados.
Juliano Godoy – Só para os cinco mil mais chegados. E o Jonatan hoje é sócio e fundador do Idolink, mas a vida dele não foi uma linha reta não. Ele foi, voltou, passou em vários lugares, tal. E ele está aqui para compartilhar com a gente, então, como foi esse caminho. Jon, tudo bem, cara? Prazer ter você aqui com a gente.
Jon Prestini – O prazer é todo meu, Juliano. Obrigado pelo convite. Estou lisonjeado aí e falar sobre a minha vida, a minha vida literalmente é uma montanha russa, capaz. É literalmente um sobe e desce e eu acho que é isso que me mantem ativo. Eu sou completamente fora da caixa, sou um cara que não gosta de zona de conforto. A zona de conforto me dá desconfortro. Então, se não tiver emoção não está comigo. É isso aí.
Juliano Godoy – Bacana. Então, vamos começar um pouco, para quem não te conhece ainda, conta um pouquinho da tua história, você teve várias idas e vindas, inclusive aqui para os Estados Unidos. Não é a primeira vez que você está aqui. Conta um pouco para a gente de onde você é do Brasil, o que você fez e como você veio parar aqui.
Jon Prestini – Maravilha. Maravilha. Olha só, eu sou de Curitiba. Sou nascido em Curitiba, mas já morei em vários lugares aí no Brasil, morei no Maranhão, morei em Santa Catarina e, assim, como disse, gosto de me aventurar, gosto de sair da caixinha. Hoje, estou com 40 anos, tenho meu Lucas de 14 anos, sou… Tenho meu segundo casamento. Hoje sou casado com a Nike aqui nos Estados Unidos. Falando, vamos pegar um pouquinho da cronologia. Eu sou um cara que viveu muito tempo na saia do meu pai, ou nas calças do meu pai, diria assim, por ser um baita de um comerciante e eu sempre vivi muito com ele. Então, eu, na infância, vendia batatinha na praia com nove anos de idade. Oito, nove anos de idade, eu saía e não precisava. Fazia porque queria conhecer e entender as coisas. Meu pai fazia batatinha, eu saía vendendo na praia e ali começava a brincadeira de vendedor, de empreendedor, de buscar algo novo. Meu pai teve comércio o tempo todo, restaurante, lanchonete, supermercado e eu vivi, convivi com ele esse tempo todo e via um senhor, que… 40 anos, na verdade, ele é um menino agora, mas na época ele tinha 40 e eu era criança. Hoje eu tenho 40 e eu via naquele senhor que passava a mão na cabeça de todos os clientes, que brincava: “Minha querida, meu querido”, aquele old School de atendimento, de venda. Meu pai mal escreve o nome dele, ele não tem a quarta série. Era uma vida muito mais difícil, mas eu entendi que o atendimento é a melhor coisa que o ser humano pode ter. Um excelente atendimento. Independente do teu grau de cultura, do teu grau de conhecimento, o que faz você ser diferente é o teu interior, a tua forma de olhar nos olhos do teu cliente, olhar nos olhos das pessoas que estão falando e transmitir paz, transmitir tranquilidade. Isso eu aprendi lá. Lá…
Juliano Godoy – Do berço praticamente.
Jon Prestini – Literalmente do berço. E não foi diferente. Então, sou inquieto demais. Eu já fechei uma carteira de trabalho inteirinha. Quando eu falo isso, as pessoas falam: “Porra, você não para em lugar nenhum”. Pelo contrário, eu me incomodo com o que entra na normalidade. Então, quando eu comecei a minha segunda carteira de trabalho e, assim, sou feliz de falar que eu nunca fui mandado embora dos lugares e sim ia em busca de algo melhor, de mais conhecimento. Quando eu via que aquilo não era para mim, eu ia lá e mudava e isso foi muito dentro do ramo de concessionária de veículos. Dentro desse mundo de concessionária, de estagiário a gerente de concessionária eu tive muitos cursos, muitas palestras, muitos treinamentos e isso acho que me tornou na parte de relacionamento muito forte. Então, eu gosto de falar com pessoas, eu tenho paciência de falar com pessoas e tenho paciência de ouvir as pessoas e isso fez essa construção aí de trocentos empregos, de chef de cozinha, de vendedor, de pai, de aventureiro, de viajante, um combo de coisas e eu acho que veio só somar. E quando eu falo que a minha vida é uma montanha russa, cada vez que eu caía ou eu puxava o meu tapete ou qualquer coisa que acontecia, eu entendia isso como um conhecimento, colocava na minha mochilinha para não errar de novo. Então, isso vai construindo aí os alicerces da vida.
Juliano Godoy – Cara, como é que foi a história de sair de Curitiba e vir para os Estados Unidos?
Jon Prestini – A primeira vez foi em 2002. Eu tinha amigos aqui e aí eu queria ver como que era esse mundo, eu queria aprender uma nova língua, eu queria viajar e aí pela primeira vez eu vim em 2002. Fiquei seis meses. Foram seis meses bem intensos, bem vividos. Tive a oportunidade de viajar um pouco, de entender um pouquinho a língua. Jamais você… Eu, pelo menos, não consegui aprender inglês em seis meses. Mesmo imerso aqui, mas morava com brasileiro, fazia… Cheguei a trabalhar em loja de conveniência no Seven Eleven aqui sem falar inglês. Não sei como que a gerente me contratou naquela época. Eu fui conversar com ela, ela falou: “Tá bom”. Aí eu trabalhava das 10h da noite às 6h da manhã de balconista, chegava gente para conversar comigo, ia na m´mica e foi. Enfim, essa foi a primeira vinda em 2002. Eu estava em San Diego. Na segunda vez que eu vim foi a negócio porque eu tinha um negócio de eventos de batata suíça no Brasil e aí nós fizemos um evento para um americano e esse americano de Portland ficou apaixonado pelo que ele viu, era uma batata rosti, batata suíça.
Juliano Godoy – Já era uma empresa que você fundou no Brasil, é isso?
Jon Prestini – Já era um empreendimento que em 2014 a gente fez aí um… E não foi a primeira. Eu larguei o CLT em 2011, que eu falava: “Não quero mais” e comecei a empreender já no mundo da internet. Mas em 2014, eu tinha a empresa de eventos e aí fiz evento para esse americano, o americano comeu e falou: “Cara, adorei. Adorei”. Crocante por fora. Tinha frango. Americano quase não gosta de frango. Eu sei que seis meses depois, a gente trocando likes no Facebook, no Instagram, eu mandei uma mensagem para ele dizendo assim: “Puxa vida, eu gostaria muito que”… As mensagens festivas aí de final de ano e no dia primeiro eu disse: “Eu queria mesmo era poder estar empreendendo em Portland, poder levar a nossa culinária aqui de Curitiba, a batata suíça em Portland”. Pois, rapaz, em fevereiro eu estava com o meu passaporte vencido porque o meu primeiro que eu tinha feito era em 2002, com o visto vencido porque estava bem naquela fase do ataque do 11 de setembro quando eu peguei o primeiro visto, então veio com limitação de tempo e, enfim, em menos de um mês eu consegui refazer o passaporte, eu consegui validar o visto e eu estava em Portland apresentando a batata suíça para o cara, empreendendo já em Portland. Por N motivos, sociedade, não encontramos o produto certo aqui, acabei não conseguindo empreender literalmente pela primeira vez em Portland com a batata suíça. Mas na terceira vez, quando eu vim para cá para os Estados Unidos, que foi em 2017, aí o foco era outro. Eu larguei família, larguei filho, larguei todo mundo, vim para os Estados Unidos e falei: “Dessa vez, ninguém me tira daqui. Dessa vez eu vou fazer a coisa… Agora o pau tora. Vou fazer acontecer”. Passei a fase do… Assim, deixando claro. Eu vim para cá com visto de turista. Eu não vim com visto de trabalho. Eu gosto sempre de comparar, não é? Porque se você vem com visto de trabalho, você já vem num outro patamar. Você já vem com uma estrutura diferente. Mas não, eu vim na cara e na coragem fazer o que boa parte do brasileiro faz para empreender aqui ou para tentar mudar de vida. Então, passei por tudo. Fiz Uber, fiz… Trabalhei em restaurante não só como chef, mas também como consultor, trabalhei com entrega de comida e aí a coisa começou a encaixar, a carga de melancia que começa toda errada, começa uma encostar na outra, fica mais fácil, mais fácil e aí a coisa desandou. Quando veio a pandemia, eu tive a chance de exercer a função de chef, como personal chef, começar a cozinhar e aí muita coisa começou a mudar. Muita coisa começou a mudar.
Juliano Godoy – Porque já era uma coisa que você tinha essa experiência no Brasil, não é? Tua empresa de eventos, você já cozinhava e aí começou… então, quando você veio para cá nessa terceira vez, você não veio com um plano: “Eu vou fazer isso por seis meses, vou procurar tal coisa”, foi meio que testando até achar alguma coisa que encaixasse. É justo falar isso ou não?
Jon Prestini – É justo. Justo porque de fato não tinha nada definido. Eu tive a sorte de ter um amigo…
Juliano Godoy – Só uma vontade de fazer acontecer.
Jon Prestini – Não, faca no dente, sangue no olho e estava assim: “Vai acontecer. Não sei o quê mas vai”. Foi com determinação. Quando eu cheguei, eu tive a sorte de ser recebido por um amigo, que a gente morava numa kitnet. Ele tinha a namorada dele, morava no quarto. Eu dormia no chão literalmente. Por um período até a gente pegar um apartamento maior. E comecei a trabalhando em restaurante já exercendo a minha… Eu fiz curso de chef em Curitiba, acabei não concluindo, mas com muita base depois comecei a fazer os eventos. Mais de quatro anos fazendo eventos e para cá e sempre vim com a mentalidade de comida. Então comecei trabalhando em churrascaria. Depois eu acabei migrando para um outro trabalho que era na parte de manutenção residencial. Não de limpeza, mas de análise de danos, na verdade. E era algo que… Eu recebi, na verdade, uma promessa, vamos dizer assim, de crescimento e aí isso foi um dos alicerces que eu pensei: “Puxa vida, se eu conseguir chegar nesse patamar que eu preciso chegar até o final do ano ganhando isso que que eu posso estar ganhando, eu posso trazer minha família – meu filho e minha esposa que estava lá, hoje minha esposa – para que eles possam vir e ver se rola ficar ou não rola. Porque a gente sabe que uma coisa é você alugar um quarto e morar com várias outras pessoas e pagar aluguel. Outra coisa é você trazer a tua família, ter que alugar o teu espaço próprio, pagar adiantado, pagar isso pagar aquilo. Então, assim, eu tinha muito medo de trazer eles primeiro e, assim, por um acaso, ela não gostar, meu filho não gostar e a gente ter que… Gastar uma grana e ela querer voltar. Então, eu estava buscando algo mais sólido que me desse segurança e a coisa não aconteceu. Aí veio o primeiro tombo porque a empresa não estava muito bem financeiramente – essa empresa de manutenção que eu estava trabalhando – e eu tive que mudar, eu tive que buscar outra coisa. E aí eu tive que recomeçar. Eu tive que começar a fazer Uber e aí Uber tem o desgaste de carro, aí tem o cansaço físico, mental e aí tive a oportunidade de começar num restaurante. Esse restaurante italiano, uma pizzaria e comida italiana, eu fui gerente desse restaurante por um período e aí as coisas começaram a se ajustar. Trabalhava muito, mas conseguia fazer um salário mais sólido que pudesse pagar conta, pagar conta no Brasil, pagar conta aqui e aí, infelizmente, nessas mudanças e nessas incertezas, eu acabei esfriando, a gente acabou separando, eu e minha ex-esposa e aí as coisas desse ponto para cá tiveram uma outra reviravolta porque daí veio na sequência a pandemia e aí veio outras coisas que fizeram com que eu me aproximasse de uma outra pessoa, que eu tivesse um novo relacionamento, as portas se abriram e aí partindo mais para o lado literalmente de personal chef, de trazer a comida que eu cozinhava em casa, entregava na casa dos outros e eu passei aí dois anos fazendo esse… Esse foi o meu último trabalho antes do Idolink. Antes do Idolink.
Juliano Godoy – Não, legal, cara. Eu vou querer explorar um pouco isso aí, como que foi… Como que apareceu o Idolink na sua vida, como veio a ideia e tal, só que antes de chegar lá, se você não se importar, eu preciso te perguntar uma coisa e aí fique à vontade para responder ou não porque eu estou entrevistando bastante gente aqui e aí uma das perguntas que eu também vou te fazer no final é o que você mais sente falta do Brasil. E, cara, eu acho que talvez 90% das respostas que eu recebo é família, não é? Cara, o que eu mais sinto falta é família. E aí você contou tua história, você teve que tomar uma decisão de deixar a família para trás e aí eu imagino como foi esse processo decisório. E aí, coincidência ou não, meu primeiro filho também chama Lucas. Então, eu também tenho um Lucas. E, cara, honestamente, assim, eu não consigo nem imaginar eu, Juliano, a dor que seria me separei deles. Eu tenho dois. Tenho o Lucas e a Bia. Tipo, deixar eles num lugar e ir para outro. Quando eu viajava, eu já ficava de saco cheio. Fazia Facetime todo dia, não sei o quê, tal. Cara, para você, como é que foi essa decisão? Como é que foi controlar isso aí? Como é que foi naqueles dias de falar assim: “Putz, que saudade do filhão”, não sei o quê. Como foi segurar e se agarrar em alguma coisa para você seguir em frente?
Jon Prestini – Sem dúvida nenhuma, sem sombra de dúvida, foi o principal desafio. Foi o pior desafio de todos, na verdade. As coisas no Brasil não estavam fáceis. Essa iniciativa de vir para cá pela terceira vez foi justamente pela dificuldade que eu estava tendo no Brasil. Eu nunca fui alguém de jogar a toalha, eu sempre fui em busca de algo melhor, mas tinha muitas fases minha quando morava no Brasil que eu me perguntava mesmo, eu mesmo me perguntava: “Cara, o que eu sou para o meu filho? Eu sou… O que eu estou ou o que eu sou para o meu filho?” Porque se um dia os amiguinhos dele perguntassem para ele: “O que teu pai faz?” Aí eles: “Ah, meu pai é médico, meu pai é advogado, meu pai é engenheiro” e aí ficava… Como eu tive tantas mudanças na minha vida, eu mesmo perguntava: “O que eu sou para o meu filho? Eu sou vendedor? Eu sou garçom? Eu sou empresário?” Hoje eu consigo absorver essa informação pensando: “Eu sou um empresário, eu sou um empreendedor”, mas a minha trava e a minha decisão de mudança que no nosso projeto inicial era que todos viessem, mas pela incerteza de cometer um erro grande, acabei vindo sozinho, era justamente para que pudesse entregar para ele algo que ele fosse lembrar para a vida dele. Um exemplo de pai, um exemplo de marido, que ainda hoje eu tenho um excelente relacionamento com a minha ex-mulher, considero ela a minha melhor amiga e a melhor mãe do mundo. Esses quatro ou cinco anos de ausência dele era justamente para entregar para ele o meu melhor.
Juliano Godoy – É, tenho certeza que ele deve ter um baita orgulho teu, cara. E aí parabéns. De novo, parabéns por tudo que você brigou. Sei que, às vezes, quando a gente corre atrás de um sonho, quando a gente… Tem muita gente que reclama da vida, cara, e não dá o próximo passo. Porque é muito fácil você reclamar e não fazer nada para mudar. Tem muita gente que está infeliz no emprego, está infeliz no relacionamento e a pessoa prefere estar infeliz lá, estar infeliz naquela situação do que ter a coragem para dar o passo para mudar. então, cara, sem te conhecer demais, te admiro bastante porque, assim, ter essa coragem para mudar não é qualquer um, cara. Então, parabéns.
Jon Prestini – Até…Engraçado a gente tocar nesse assunto porque essa semana eu estava falando com ele. Lucas está com 14 anos hoje e ele estava contando que… Eu acho que era a professora que deu um livro… Ou ele estava assistindo algum desenho japonês que agora ele está com o negócio do Japão, sobre o pai que saiu de casa quando o menino tinha 11 anos e aí ele me mandou a mensagem. Ele falou: “Olha pai, a história é parecida”. Só que o menino culpa o pai dele por ter saído de casa e aí o que ele me disse foi: “Pai, eu tenho muito orgulho”.
Juliano Godoy – Pô cara, show de bola. Show de bola.
Jon Prestini – Desculpa aí. Travou. Travou.
Juliano Godoy – Cara, não tem estresse cara. Pô, de novo, e até desculpa entrar no tema. Depois se você quiser, a gente corta isso aí. Não tem estresse.
Jon Prestini – Não, não, cara. Eu não tenho vergonha não. Eu sou chorão mesmo.
Juliano Godoy – Não, é que assim, pelo que eu percebi, tanto quanto para mim aqui, família é um pilar. E quando a gente faz as coisas para o filho realmente dá aquela força. Você tira força de onde você não sabe que tem.
Jon Prestini – É tudo para eles, não é?
Juliano Godoy – Mas, bicho, vamos mudar de assunto aqui porque senão nós vamos ficar dois velhos babão chorando nesse negócio aqui, cara, e aí não…
Jon Prestini – Vamos lá. Mas tirando… Tirando o filho, sem dúvida nenhuma, pai, mãe, irmãs, amigos, mas a gente deixa esse finalzinho para depois.
Juliano Godoy – Cara, você entrou nesse negócio de personal chef, começou a cozinhar e tal. Você já estava fazendo o Idolink em paralelo, não é? Como que essa ideia surgiu assim? Como você teve essa ideia? Talvez um passo para trás, assim, um pouquinho. O que é o Idolink, cara? Para quem ainda não usa, para quem não conhece o que é o Idolink?
Jon Prestini – Eu acho que antes de te responder o que é o Idolink, eu vou voltar também um pouquinho porque essa parte da história faz sentido com o Idolink. Eu trabalhava nesse restaurante do meu amigo Roger na [ininteligível] (00:19:51) e lá o meu sócio hoje esteve lá para fazer um evento ou então… Ele trabalhava com eventos aqui em São Francisco. Eles estavam fazendo a entrega dos abadás. Eu conheci o Diego, mas eu não sabia, eu não tinha a mínima ideia que a gente ia se cruzar de novo. Beleza, eu saí da Cibeles, eu fui para… Comecei a trabalhar com mídias sociais, a gerenciar redes sociais de algumas empresas aqui do Estados Unidos e eu estava trabalhando de casa e tive a felicidade de conhecer uma amiga em comum da família que é nutricionista. Essa nutricionista já exercia a função de personal chef. Ela fazia a análise nutricional, as necessidades e as dietas do cliente e cozinhava a semana inteira na casa do cliente. Entrou a pandemia, começou aquela dificuldade de entrar na casa das pessoas. Ela sabia que eu já trabalhava com… Que eu já era chef, que já trabalhei em restaurantes, que já tinha eventos. E aí ela falou: ”Jonatan, eu preciso de um chef para atender algumas clientes que eu não estou conseguindo atender, principalmente com a pandemia. Você quer fazer um teste?” Falei: “Quero”. Muito bem. E aí fui na casa dela, cozinhei para ela. A receita dela. O meu trabalho era seguir receita. Então, o que eu tenho que fazer? É o que eu adoro falar quando eu converso com alguém. Trabalhar com check list que você consegue se organizar, você consegue fazer todos os passos sem pular etapas. Então, o que eu tinha que fazer? Literalmente um checklist. Eu tinha que ler a receita, recebia os ingredientes na minha casa, seguia o passo a passo, preparava, colocava nos containers, nas embalagens para entregar para o cliente e entregava na porta da casa dele a receita da semana, o prato da semana. Pois bem, então nesse primeiro tempo, quando começou a pandemia, assim que começou a pandemia, eu comecei a fazer a parte de gestão de redes sociais. Não precisava estar em lugar nenhum. Então, ótimo, confortável e paralelo a isso um cliente por dia ou, às vezes… Perdão, um cliente por semana, depois dois clientes por semana fazendo a função de personal chef. Recebo uma ligação do Diego. Por isso que eu queria tocar do assunto do Diego lá do restaurante. E ele disse: “Jonatan”… Ele achando que eu era o dono do restaurante, perguntando coisas de taxa de cartão de crédito, atendimento e eu falei: “Tá, onde você quer chegar com isso?” Daí ele falou: “Não, eu estou montando uma empresa para fazer atendimento via WhatsApp”. Eu falei: “Engraçado, eu também estou focado nisso” porque o atendimento aqui, principalmente pela quantidade de grupos de WhatsApp que a gente tem aqui nos Estados Unidos, em qualquer lugar, mas eu como estava vivenciando isso estava vendo que faltava qualidade no atendimento. As pessoas mandavam mensagem para um, para outro perguntando: “Quanto custa?” Daí demorava para responder. E aí tem outro modelo. Aí tinha que mandar um monte de fotos. Eu falei: “A gente pode enxutar isso, a gente pode criar um perfil que a gente consiga resumir essa conexão com o cliente” e aí veio a primeira ideia que era o Idoorder. Enfim, falando… Só finalizando a história do Diego. Nós nos tornamos sócios, eu fui conhecer ele um ano e meio depois de empresa quando eu tive a oportunidade de ir para o Brasil e nós nos encontramos lá. Pessoalmente. Eu conheci oi Diego no restaurante, ele achava que eu era o dono, ele entrou em contato comigo para tirar algumas informações, eu estava pensando na mesma ideia, porém em outros pilares e a gente acabou juntando a conversa e falou: “Espera aí, vamos fazer uma coisa junto que eu acho que eu somo de um lado, você soma do outro e a gente vai conseguir ter uma estrutura bem melhor”. E foi assim que nasceu a ideia da primeira empresa nossa que era o Idoorder, que era uma empresa que se hospedava num site ou então ela era um e-commerce para atender os brasileiros que estavam aqui nos Estados Unidos, para profissionalizar esse atendimento de uma forma de catálogo, de uma forma de calendário, de um agendamento de um serviço e aí a coisa não andou. Aí a coisa mudou de rumo. Então, eu não sei se tem alguma pergunta meio… Antes disso, mas é interessante tocar nesse assunto porque a gente trabalhou um ano praticamente num projeto que era um pouquinho mais do que o mercado oferecia. Então, assim, a gente não estava criando um negócio para ser fantástico. A gente estava criando um negócio para suprir uma necessidade que estava um pouquinho aquém do que a gente podia ter. E aí teve a primeira conversa com o suposto investidor. A gente teve essa conversa e aí o cara falou assim: “Cara, posso ser bem sincero contigo?” Falei: “Por favor”. E aí veio aquele primeiro coice que a gente levou. Primeiro coice de mula porque para nós focados no negócio que a gente estava criando, a gente estava criando um negócio muito, muito bom. E aí ele falou: “Olha, o teu negócio é bom, mas é um pouquinho melhor do que já tem no mercado. Você considera que se esses 40 mil clientes, 50 mil clientes que essa empresa que é tua praticamente concorrente, entender que você está incomodando um pouquinho, você acha que os 40 mil clientes que estão lá vão largar eles? Não, eles vão lá, vão faze rum atualização e você vai virar nada. Você não vai conseguir gerar atração”. Falei: “Faz todo o sentido”.
Juliano Godoy – Vocês não olharam isso quando vocês começaram? Não fizeram uma análise de mercado para pensar se tinha concorrente ou vocês acharam que era diferente e depois teve esse wake up call…
Jon Prestini – Sim e não porque nós desenvolvemos a plataforma, eu utilizei a plataforma de teste em alguns restaurantes e, assim, o crescimento de vendas foi muito grande dentro daquele mundo que eu estava vivendo, dentro daquela história. Mas por quê? Porque eu fazia gestão de rede social e também fazia a parte de sistema. Então, só para você ter uma ideia. A gente tirou 10% de venda que vinha pelo site para 70% de vendas que vinham pelo site. Aí não tinha que pagar Uber Eats, não tinha que pagar Doordash não tinha que pagar comissão dos outros. A empresa realmente começou a faturar muito mais. Mas, assim, eu estava com um piloto. Era que estava abraçando o mundo naquele projeto. Uma vez que você começa a tentar multiplicar isso, que você não consegue fazer a gestão que você estava fazendo para todos eles, a gente deixa de ser um diferencial e passa a ser mais um. E foi o que aconteceu. A gente passou a ser mais um nesse crescimento. Aí o que foi a mudança de chave? Onde que a gente viu que a coisa não estava indo para o caminho certo? A gente falou: “Precisamos fazer algo que, primeiro, a coisa consiga criar sozinho. Ela consiga entrar lá, colocar usuário, senha e montar o layout”. Então, isso vai fazer com que a gente multiplique de forma orgânica. Segundo, a gente precisa atrair esse brasileiro que está aqui para saber que ele pode ter um produto, primeiro, com baixíssimo custo – e eu falo aqui primeiro nos Estados Unidos, essa era a primeira ideia.
Juliano Godoy – É isso que eu ia te perguntar. O foco era brasileiro nos Estados Unidos?
Jon Prestini – O foco era brasileiro nos Estados Unidos e aí você já vai ver que a história vai mudar. Para profissionalizar esse atendimento via WhatsApp, receber um pedido e facilitar, fazer com que isso fosse mais fácil. Eis que a coisa no Brasil começou a tomar uma outra forma. A gente criou isso para brasileiros aqui nos Estados Unidos, a gente reformulou a ideia do que era antes um e-commerce, a gente pensou: “Puxa, vamos criar uma árvore de links” igual o Linktree, por exemplo. Vamos fazer literalmente um Linktree brasileiro, já que somos brasileiros, para que as pessoas valorizem o nosso trabalho e a gente consiga melhorar a apresentação para eles. Legal, fizemos o primeiro teste. Aí veio aquela literalmente usar os ouvidos para ouvir e a boca para falar muito menos. Então, nessa adaptação a gente conversou com todos os clientes. E aí eles falavam: “Ah podia ter isso” e aí outro repetia: “Podia ter aquilo ali”. Falei: “Hum, faz sentido. Vamos criar uma vitrine de vendas”. Ah, podia ter o vídeo do Youtube para tocar aqui mesmo. Hum, faz sentido. Vamos colocar um plugin para colocar o vídeo do Youtube. Ah, podia fazer venda por aqui mesmo. Por que tem que fechar pelo WhatsApp. Criamos lá no Brasil a conexão com uma plataforma para receber pagamentos via Pix, via cartão de crédito. Ah, podia ter agendamento. E aí, assim, essa conversa com esses hoje quase 12 mil clientes fez com que a gente pegasse o Idolink que nós criamos inicialmente, que eu costumo dizer que é uma colcha de retalhos. Por que é uma colcha de retalhos? Porque essa conversa… Aí a gente tem quatro sócios. O Diego é o programador, que a gente chama de back end. Nós temos o Tom, que é o front end. Que faz toda a parte bonitinha. Aí temos um consultor que ele entra como consultor, não como sócio. E temos eu que faço a parte de atendimento. Que essa convivência com meu pai de passar a mão na cabeça de todo mundo fez com que eu conseguisse ter aquele relacionamento mais colado com o cliente. Então, assim, eu tenho desses 11,5 mil clientes, quase 12 mil clientes eu falei com 80%. Os outros 20% é porque não me mandaram mensagem. E consegui absorver isso. E aí a gente pegou aquela colcha de retalhos que o Diego ia lá emendando. Ah, agora vamos colocar uma vitrine, agora vamos colocar um cupom de desconto, agora vamos colocar isso e aí tudo isso que a gente pegou um pouquinho do melhor de cada empresa, por exemplo, Hotmart faz lá venda de produto digital. Hoje a gente faz venda de produto digital dentro da nossa plataforma. O Linktree tem a árvore de links. O Idolink tem a árvore de links e você pode colocar tuas redes sociais. O shopfy tem o e-commerce que você pode vender online. O Idolink também tem um e-commerce simplificado. Então, a gente fez literalmente um mini-site aonde você não precisa de programador, você não precisa de gestor para fazer as mudanças, para você criar o teu mini-site, que você tudo isso sozinho que você faz em quinze minutos. Então, foi essa junção do bom daqui, com o bom dali, com o bom de lá feito num combo só e aí a gente viu que o nosso público quem é? O nosso público é cliente C, classe C, D, faixa etária já de trinta e poucos para cima que tiveram que sair do mundo físico com a pandemia, fecharam portas, perderam empregos e etc. para migrar para o mundo digital. Geralmente pessoas com baixo conhecimento técnico ou com zero conhecimento técnico. Então, a gente realmente fez algo que hoje em três cliques você está com a tua loja montada. Então, essa foi…
Juliano Godoy – Que legal, cara.
Jon Prestini – E aí desses 11 mil, quase 12 mil clientes, eu diria que 98% está no Brasil.
Juliano Godoy – Entendi.
Jon Prestini – Uma coisa que era para sair daqui ficou para lá.
Juliano Godoy – Então hoje a maioria dos teus clientes está lá no Brasil e pelo que eu entendi é aquele cara que tinha, sei lá, uma loja pequena ou um comércio, aí foi o jeito dele com a pandemia, de ele se reinventar também, de ele continuar vivo, de ele continuar vendendo, oferecendo os produtos e serviços deles nesse ambiente novo que a gente tem hoje, nesse ambiente mais digital, etc.
Jon Prestini – É. Teve vários fatores, não é? Um dos fatores pesados justamente foi a pandemia, mas junto com a pandemia, como muitas pessoas acabaram perdendo empregos e com acesso muito fácil hoje que a gente tem na internet, as pessoas entenderam que o mundo digital também pode trazer dinheiro e aí foi onde a gente entrou também. Porque a gente pegou a manicure que dependia da cliente que ia lá no salão dela ou ela ia até a cliente para fazer as unhas e aí essa barreira de: “Ah não pode, pandemia, não sei o quê, não pode ter contato” a manicure teve que se reinventar. E aí o que ela começou a fazer? Ela começou a fazer curso de unha de gel, como fazer uma francesinha, como fazer não sei o quê. E aí ela transformou a venda física que ela tinha do trabalho de ir lá fazer a cutícula num trabalho digital ensinando as pessoas como faz. Então, esse é o tipo de cliente que saiu do físico, entrou no mundo digital e pôde utilizar a plataforma para vender. A outra é que não tem conhecimento de criar e-book, de criar um produto digital, mas ela é uma baita de uma cozinheira. Então, ela não tem restaurante que as pessoas possam entrar lá para vender, ela tem a criação da marmita. Então, ela começou a utilizar a ferramenta para mostrar a marmita dela, para mostrar o que ela produz e começou a vender e começou a entregar na vizinhança através da ferramenta. Então, essas são as… Algumas pessoas migraram, não é? Uma banda de música lá que, infelizmente, ficou quase dois anos sem fazer show, começou a fazer muitas lives. Na lives você tem lá para fazer as doações. O Idolink possibilita você criar uma vitrine virtual e receber doações no Pix, no cartão de crédito. As pessoas usavam para fazer doações para as bandas que fazia a divulgação, estava tocando lá: “Faz um Pix, faz um suporte aí à gente” e aí também gerou esse tipo de conexão. Então, assim, tem muito lado que o Idolink abriu, não é?
Juliano Godoy – Tem muito recurso, não é?
Jon Prestini – Muito recurso.
Juliano Godoy – Isso que eu acho legal no seu produto, cara. E aqui vou te contar uma história pessoal também. Eu estou começando agora também nesse mundo de podcast, etc. e aí para tecnologia, eu sou usuário, eu sei ligar na tomada, desligar da tomada e boa. E aí eu fui criar o link e aí o pessoal está me ajudando, criou… Eu tenho o Idolink. Então, lá na minha Bio do Instagram agora tem lá o meu Idolink com meus episódios, com o link para o Youtube, com link para as redes e tal. Aí eu fui mostrar para a minha esposa e tal, ela falou assim: “Ah igual o Linktree”. Eu falei assim: “Quem é Linktree? Eu não sei quem é Linktree”. Mas pelo que você está falando agora é muito mais do que isso. É one stop shop com várias funcionalidades. Ou seja, você não precisa ir em vários lugares, você não precisa ir no Hotmart, no Shopfy, no WhatsApp. Dentro da plataforma do Idolink você consegue resolver vários problemas para esse pequeno empreendedor.
Jon Prestini – Exatamente isso.
Juliano Godoy – É isso aí?
Jon Prestini – É mais do que isso até. É justamente aquela colcha de retalhos que a gente começou a ouvir. O diferencial hoje do Idolink é esse contato humano que nós temos com todo mundo. E, obviamente, por questões de língua, apesar de falar inglês fluente, eu sou muito mais comunicativo no português do que no inglês. Inglês é a minha segunda língua. Então, esse contato com as pessoas e eu acho que era essencial que eu tivesse essa aproximação, fez com que a gente saísse da primeira ideia do Linktree e adaptasse isso para o mini-site. Então, é claro, se você quiser simplesmente ter uma árvore de links você pode. Agora, se você explorar os recursos que a gente oferece… Isso, na verdade, é até uma falha de comunicação nossa porque a gente precisa de uma forma mais clara mostrar todos os recursos que a gente tem para que as pessoas falem: “Não é só uma árvore de links”. O que a gente quer é que a pessoa se retenha junto com você. Aí voltando já na minha experiência de atendimento, de consultoria, é muito mais fácil você fechar uma venda quando você retém a pessoa do que você só conectar a pessoa em outro lugar. Então, se você usa uma árvore de links para falar: “Ah, clica nesse link que eu vou te levar lá naquele link que você vai comprar”. Não. Já mostra o que você tem ali. Mostra foto, mostra uma descrição, mostra o preço, mostra o vídeo e aí a pessoa fala: “Opa, espera aí. Aqui eu tenho muito mais informações” e aí se ela clicar ali já cai num carrinho de compras, ela já pode pagar ali mesmo, ela já pode… Ou então se comunicar pelo WhatsApp. Então, a ideia realmente é fazer com que a pessoa se retenha dentro do link o máximo possível. Não que ela seja simplesmente uma árvore de links e conecte para outro lugar. Então, esses recursos extras estão vendo de forma muito mais clara na versão 2.0 que a gente está lançando até junho e essa noção vindo com o aplicativo, ela vai ser muito mais transparente, vamos dizer assim, nas funcionalidades. Você vai tropeçar e você vai ver todas as funcionalidades. Ah, que legal, posso colocar um carrossel de imagens. Ah, que legal, posso colocar um e-book para baixar aqui e eu pego do meu cliente o e-mail, o telefone, o nome. Ou seja, estou captando leads porque eu estou oferecendo um e-book gratuitamente, mas em troca disso eu tenho banco de dados. Então, a gente está nesse trabalho de todos os recursos que a gente tem serem entregues de uma forma mais fácil para que as pessoas olhem e falem: “Nossa Senhora, isso não é uma árvore de link. Isso realmente é um mini-site que eu posso fazer tudo que eu quiser nele”. Então, essa é uma transição, não é?
Juliano Godoy – De novo, faz parte do processo de aprendizado e crescimento, né cara? E aí eu só consigo imaginar. Você falou que conversou com oito mil… Uns oito mil clientes. Fico imaginando no lugar do cliente, o feedback que o cara te deu e depois ele vê isso na ferramenta? É do caramba, não é? Mostra que realmente você se preocupa com o cliente, você dá atenção.
Jon Prestini – Contar um caso. E aí voltando na parte da importância de um excelente atendimento. É onde você faz a diferença do negócio. O atendimento é tudo. Às vezes, a pessoa compra contigo mesmo que o teu produto não seja o melhor porque ela sabe que ela pode contar contigo. Eu recebi hoje uma mensagem do suporte pedindo o cancelamento de uma conta. Aí eu falei: “Tá bom, mas eu quero primeiro que ela me conte por que ela está saindo da gente”. Peguei, mandei para ela… Juliana o nome dela. Mandei uma mensagem para ela: “Oi tudo bem? Aqui o Jonatan, sou cofundador da Idolink, recebi a sua solicitação de cancelamento. Já vou providenciar para você. Você pode fazer isso sozinha na plataforma, mas eu só queria que você me contasse por que você está deixando a gente”. Daí ela contou. Ela falou: “Não, na verdade, eu entrei achoando que era uma coisa que eu precisava vender um produto, mas eu vi que não era”. Daí eu falei: “Olha só, eu vou te mandar um exemplo exatamente do que você está falando. O Idolink é totalmente personalizável”. Mandei o exemplo para ela e falei: “Olha, o que você quer é isso daqui. A gente tem isso, mas posso continuar o cancelamento?” Daí ela falou: “Não, não, eu quero exatamente o que você está me mostrando” e ela pagou o plano anual. Então, assim, eu não só cheguei: “Ah tá bom, tá cancelado”. Eu me coloquei à disposição de fazer o cancelamento, mas eu falei: “Por que você está indo? Você sabia que se você pode ter isso?” E aí ela falou: “Ah é mesmo?” E aí estava resolvido. Então, eu podia ter só abandonado ela”. Então, é nessa de: “Ah eu precisava disso” aí eu falo: “Puxa, realmente. Eu não tenho isso, mas eu vou deixar aqui teu telefone anotado que quando a gente lançar isso na plataforma eu vou te informar”.
Juliano Godoy – É isso aí. Não só vem o insight que você tem, não é? De: “Olha, eu preciso divulgar melhor, eu preciso incorporar isso na ferramenta”, etc. como também de você reter o cliente ou buscar ele de volta, não é? Então, faz todo o sentido.
Jon Prestini – Cara, é bom demais, por incrível que pareça, ouvir alguém falando: “Eu quero cancelar uma conta”. Porque eu aprendo tanto com isso cara, muitas vezes eu consigo converter. Mas a gente consegue ver a dor do cara, o problema do cara. Não simplesmente cancelar porque não estou… Muitas vezes a gente não cobra o Idolink. O Idolink tem mais de 80% das funções gratuitas. Não é pelo valor, é justamente para eu entender o que que eu posso melhorar. Então quando alguém vem para mim e fala: “ Eu quero cancelar” eu fico louco. A adrenalina sobe porque eu falo: “O que eu posso melhorar para você?” O que que eu posso fazer de melhor para que você fale: Não, eu vou ficar com eles” e aí eu aprendo demais com isso. Demais.
Juliano Godoy – Com certeza. A experiência vai te ajudar com os outros, não é?
Jon Prestini – Sim, sim.
Juliano Godoy – Jonatan, a gente falou… Acho que pelo fato de a Idolink ser uma solução tão completa, com várias funcionalidades, você acaba concorrendo com várias outras empresas, não é? Então, assim, você não tem… Falar assim; “Meu concorrente é este”, não é? Como que é, então, concorrer nesse ambiente com grandes players e com players estabelecidos, tal? Que tipo de estratégia você usa? Como é que você se acha nesse ambiente?
Jon Prestini – Atendimento. De novo.
Juliano Godoy – Atendimento.
Jon Prestini – Eu falo em atendimento por quê? Hoje as redes sociais… Por exemplo, as redes sociais para o Idolink não vão trazer cliente. Quem traz cliente para o Idolink são as indicações e são as pessoas que vão buscar sobre esse determinado produto lá no Google. Então quando eu falo atendimento é: A gente cresceu organizadamente. Mais de 80% do número que nós temos hoje de assinaturas e quando eu falo que o foco é Brasil, apesar de a gente ter foco no Brasil, está em 40 países já o Idolink. Um brasileiro que está na Alemanha, um brasileiro que está não sei aonde. Então, eu até coloquei esse mapa aqui proposital porque eu vou começar a colocar os pins onde que a gente está. Mas é de indicação.
Juliano Godoy – Mas a plataforma em português. O cara está na Alemanha, mas usando Idolink em Português, é isso?
Jon Prestini – Exatamente.
Juliano Godoy – Para atender o público brasileiro lá, tá.
Jon Prestini – Na versão nova vai ser tradução simultânea de acordo com o telefone. Então, se o teu telefone está em inglês vai estar em inglês. Se o teu telefone está em português, vai estar em português. Se estiver na Alemanha, talvez tenha alemão. Aí eu não sei. Tem que ver a questão e língua. Mas, enfim, eu não digo que o diferencial. Primeiro que a gente temo suprassumo de cada um deles. Então, o Hotmart faz muito bem o que eles fazem. Então, o sistema que o Hotmart trabalha, entregar isso em forma de comunicação, eles fazem muito bem. Mas para o cara está começando, tirar aí 30%, 40%, dependendo de quanto é a comissão, acaba doendo no bolso. Então, a gente tem uma plataforma que não cobra transação, com exceção do cartão de crédito, que daí é cobrada a taxa de transação do cartão. Mas não é paga comissão para o Idolink. Então, esse contato que nós temos com cada um faz com que, de forma orgânica, a gente cresça e se a pessoa, por exemplo, tiver uma ideia, se a pessoa tiver algo para falar, a gente tem abertura. Você não consegue falar com o Facebook. Você não consegue falar com o Instagram. Você não consegue falar com o dono do Linktree. Você não sonegue falar com o dono do Shopfy e nem da Edus ou da Hotmart, mas você consegue falar com a gente. É claro, está tudo começando. Só que se eu não começar direito agora, eu nunca vou conseguir chegar no patamar deles. Então, eu preciso fazer algo diferente e o algo diferente é o atendimento, é essa aproximação, saber ouvir os problemas, as dores e transformar isso de uma forma suave para que a gente consiga entender o mercado e entregar o melhor possível.
Juliano Godoy – Cara, pegando acho que o ganho no atendimento. A pergunta que eu quero fazer para você agora é como é que você vai fazer para escalar isso aí então? Porque uma coisa é a Juliana querendo cancelar e ela fala com o Jonatan e o Jon vai lá e fala: “Espera aí, deixa eu ver o que você quer, deixa eu… Tem essa solução desse jeito ou então realmente vou cancelar”. Ou seja, como você pretende levar esse nível de serviço que você dá hoje individual, essa atenção, etc. para você escalar o negócio?
Jon Prestini – Cara, treinamento. Hoje nós temos já uma equipe atrás do Jonatan. Até dois meses atrás era eu e Deus segurando. Eu tive que fazer atualização do meu WhatsApp, eu estava com 351 mil mensagens. 351 mil mensagens para fazer o backup.
Juliano Godoy – Achei alguém que tem mais mensagens que a minha esposa.
Jon Prestini – Eu consegui fazer isso em um ano. Mas por quê? Hoje o que a gente faz? A gente dá um treinamento muito bem feito para quem vai nos responder. E, assim, se a gente colocar numa peneira, 95% das pessoas que têm dúvidas são dúvidas simples. Tipo, como que eu faço isso? Como que eu faço aquilo? Então, eu não preciso estar falando com essas pessoas. Mas aí chega num ponto do funil que aí as coisas começam a ser ou mais complicadas ou é chamar de um problema mais sério ou então algo mais importante ou um leque maior de pessoas que eu preciso falar. Então, depois desse filtro, eu consigo sim dar suporte porque a gente está muito bem dividido dentro da empresa em termos de estrutura. Eu sou o responsável de relacionamentos. Então, é lógico. Vai chegar ao ponto que a gente vai ter que fazer viagem, vai estar fazendo uma coisa ou outra e eu não vou conseguir absorver tudo isso, mas eu vou sempre estar sendo a cara do Idolink, sendo a parte humana do Idolink. Esse é o meu lado. Ah eu preciso mexer no código. Não sou eu que vou mexer no código. Tem o Diego que vai mexer no código. Ah eu preciso melhorar o Layout. Tem o Diego que vai melhorar o código, o Tom que vai mexer na parte de IA, do design, então a gente está com pilares sólidos que a gente possa estar fazendo isso e montando a humanização o máximo possível. E a gente vai tentar fazer isso até não dar mais. Esse é o objetivo.
Juliano Godoy – Pegando o gancho aí também nisso que você falou, você ser a cara do Idolink.
Jon Prestini – Infelizmente, não é? Infelizmente. Vou fazer o quê? Quarentão já, mas é o que deram para mim. Brincadeira.
Juliano Godoy – Vamos fazer um Photoshop no Idolink.
Jon Prestini – Eu tinha um mascotinho. Estamos abandonando ele.
Juliano Godoy – Cara, vamos… Eu queria que você contasse para o pessoal, e aí de novo, eu ouvi isso em outra entrevista sua de como que foi… Hoje vocês estão com investidor, pegaram até um investidor americano, etc. e aí a situação para ter esse investidor foi bastante inusitada, não é? Ter esse processo de venda para esse investidor, acho que todo mundo tem, vamos dizer, uma ilusão. Você vem para cá para os Estados Unidos e aí você põe um terno e uma gravata ou então não. Na mão de TI não. O pessoal vai de chinelão e aquele chinelo Adidas e meia mesmo. Mais Zuckerberg do que outra coisa.
Jon Prestini – Puta. Exatamente.
Juliano Godoy – Mas aí vai para [ininteligível] (00:47:49), aí tem uma rua famosa que eu esqueci o nome e vai batendo de porta em porta para oferecer… Mostrar o software, tal. Ou então fica fazendo network no Starbucks para ficar mostrando o software que está desenvolvendo…
Jon Prestini – Em Palo Alto.
Juliano Godoy – É. Em Palo Alto e tal. A sua história foi totalmente fora da caixa. Foi realmente acho que um acaso… Foi inusitada, não é? Um acaso de Deus que te proporcionou fazer esse pit. Para quem não ouviu ainda, cara, conta como foi isso aí.
Jon Prestini – Conto, gente. Conto e foi coisa de Deus mesmo. Eu acho que tem aquela frase manjada, não é? Quanto mais a gente trabalha mais sorte a gente a gente tem, não é? Mas eu estava fazendo esse trabalho de personal chef há mais de um ano e meio para uma família. Foi meu primeiro cliente, na verdade. Nesse novo processo de cozinhar na casa do cliente. Esse cliente é de São Francisco e depois de um ano e meio, nós tomamos a vacina, o casal tomou a vacina, eu tomei minha vacina e aí passou lá o tempo de adaptação, do corpo dizer que estava bom, quarentena, tive a chance de ir para a casa dele para cozinhar. E aí, assim, aquele famoso pit do elevador, ele já estava embaixo do sovaco, cara, ele já estava aqui guardado porque a coisa foi tão perfeita, Juliano, não podia ser mais perfeita do que da maneira que foi. Porque se eu tivesse trombado com ele no primeiro dia que eu cozinhei para ele, eu já estava com Idolink. Só que a gente estava com o embrião do Idolink. Eu não tinha nada construído. Eu tive um ano e meio para eu me adaptar, sem saber quem ele era, mas a gente nesse um ano e meio estudou, a gente errou, a gente corrigiu, a gente teve que passar por aquela etapa do coice de mula, acordar, ver que estava errado e mudar de direção e aí foi tão mágico o negócio que no primeiro dia que abriu as portas para eu poder cozinhar na casa dele, eu estava cozinhando e aí algumas palavras fugiram do meu vocabulário de como falava em inglês e aí eu disse para a minha cliente assim… Ah, eu estava fazendo um cupkake, na verdade, não é? E aí eu precisava da forminha, não tinha forminha. Aí falei: “Eu não sei como fala isso em inglês”. E aí ela disse… Ela falou: “De onde você é?” Eu falei: “Eu sou brasileiro”. Que legal. Eu falar um pouco português. Ela disse, não é? Daí eu falei: “Sério?” É, minha mãe morou no Rio e não sei o quê, tal. E aí soltou, quebrou a barreira daquele negócio cliente e cozinheiro. E aí eu falei: “Que legal, tal. O que você faz?” Daí ela falou: “Eu sou investidora do Pinterest”. Eu falei: “Hum, que legal. Mas como que funciona isso?” Daí a gente faz análise de mercado e tal e faz s [ininteligível] (00:50:55) de série A, série B, não sei o quê. Falei: “Puxa, que legal. E o seu esposo?” Daí ela falou: “Ele é investidor do Google”. Eu falei: “Olha só. Rapaz” e eu com a minha pastinha embaixo do braço. Brincadeira, com a faca, não é?
Juliano Godoy – Você não sabia? Quando você foi cozinhar para ele você não sabia que eles eram investidores de tecnologia?
Jon Prestini – Não tinha a mínima ideia. Eu fui saber disso um ano e meio depois. E aí eu disse assim: “E eu tenho uma plataforma”. Daí ele falou: “Sério?” Eu falei: “A gente tem uma plataforma que está ajudando brasileiros a empreender aqui nos Estados Unidos para melhorar a comunicação. Hoje o nosso foco está no Brasil, tal. Por sinal, eu estou batendo mil clientes essa semana. Acho que amanhã ou depois eu bato mil clientes”. Daí ela falou: “Como assim mil clientes já?” Daí mostrei. Daí ela falou: “Puta, meu marido vai gostar demais disso”. Eu falei: “Olha que legal”. E aí nessa estalada de ideias, eu falei: “Rapaz, eu estou com chance mesmo” porque antes disso, na verdade, nós tínhamos um investimento anjo de uma das empresas que eu fazia mídia social. Por que a gente pediu para ele? E a gente pediu um valor para conseguir nos manter, particularmente foco no Idolink e foco no nosso trabalho. E aí ele falou: “Não, eu vou investir em tanto”. Foi o nosso primeiro investidor anjo. Um brasileiro que tem um restaurante em São Francisco. Nós pegamos um valor pequenininho, bem pequeno, na verdade, só para nos ajudar um pouquinho para se dedicar. Aí essa ajuda de um pouquinho para se dedicar conseguiu que a gente colocasse muito mais empenho dentro do projeto. Não dividir funções. E aí eu tive essa conversa com o investidor que veio já com… Não foi nem um [ininteligível] (00:52:55), já foi em formado de Sid e aí ficamos quatro, cinco semanas nessa de: “Ah, amanhã eu quero falar contigo”. Na outra semana sim e tal e aí o cara falou: “E se eu botar tanto no negócio? Quanto você acha que consegue chegar em três ou quatro anos?” E aí ele gostou do projeto e aí ele gostou do projeto e aí a gente teve a benção de ter a Gradiente Venture investindo dentro da plataforma que é uma empresa interligada ao Google. Então, o Google fornece… Pelo que eu entendi, o Google fornece o dinheiro para eles investirem. O dinheiro é do Google, mas não é… A responsável pela negociação é a empresa. E aí a gente tem “regalias” com o Google porque eu tenho lá 100 mil dólares de crédito para usar todas as funcionalidades que o Google oferece, a gente tem o suporte deles em termos de meta… De datas, de banco de dados de informações que a gente pode estar hospedando dentro da plataforma deles. E aí a coisa começou a criar um novo rumo, mas foi n o pitch do elevador.
Juliano Godoy – É o cara na hora certa no lugar certo, não é? Era para ser.
Jon Prestini – Era para ser. Era para ser. E, assim, tanto que quando eu fui fazer o pitch par ele, eu nem pitch sabia o que era. Eu não sabia nem o que era um pitch.
Juliano Godoy – Não sabia o que era um pitch.
Jon Prestini – Pitch par mim era o Pitbicha, o Pitbitoca da Globo, sei lá de onde. Eu não sabia nem o que significava pitch e aí quando eu fui mostrar para ele, abri o meu computador e estava mostrando: “Olha, esse aqui é o nosso site, tal”, daí ele disse assim: “Eu vou te dar o nome de três pessoas”. Ele me deu os telefones. E ele já conectou. No outro dia, eu já tinha recebido um grupo no WhatsApp com a conexão de três pessoas. E aí uma das pessoas falou: “Olha, ele não sabe nem o que é pitch, mas conversa com ele”. Um deles era o cara que lançou o Peixe Urbano, o outro era o cara que fundou o ICombinator, que é a empresa que lançou Air B&B, a Uber e etc. dentro aqui do mercado americano. Empresa de aceleramento. E o terceiro, uma conexão direta com uma das monstruosas aí, PayPal, na parte de relacionamento. Esses três contatos vieram para mim. Eu falei: “Rapaz, eu mal e mal falo o meu inglês direito e vou conversar com esses caras”. Aí fiz o pitch para esses caras, apresentei para eles, tivemos várias reuniões. Então, hoje, nós temos, na verdade, duas empresas investindo no Idolink. Uma é a Gradiente Venture e a segunda é Tenex Funds que é da Alemanha, então é uma empresa da Europa e aí a gente já está pensando numa segunda rodada para fazer o negócio decolar.
Juliano Godoy – Nessa segunda rodada, quando você foi falar com essas três pessoas que esse teu primeiro contato te indicou… Você até falou que no primeiro nem sabia o que era pitch, mas aí eu suponho que quando você foi falar com esses outros três você se preparou mais, você pensou mais o que tinha que falar.
Jon Prestini – Foi muito rápido, não é? Mas sim. Houve, lógico, uma ajuda do próprio investidor que falou: “Olha, enxuga aqui, sem muita ladainha, vai no resumão aqui, seja objetivo. Continue sendo o que você é porque a gente não investe em empresas, a gente investe em pessoas”. Então, a gente investe no que nós viemos em vocês, na parte humana. Não na tecnologia. Tecnologia a gente liga lá para um cara da Índia, passa a ideia, o cara em dois minutos tem o software pronto e pronto. A gente não investe em empresa. A gente investe em pessoas que fazem a coisa acontecer.
Juliano Godoy – Então me dá uma dica aqui. Eu tive uma ideia maravilhosa, estou pegando avião e indo para a Califórnia amanhã fazer um pitch aí para um investidor. O que eu tenho que falar para ele? Como que eu me preparo? Quais são as coisas que ele quer ouvir?
Jon Prestini – Cara, primeiro ele vai perguntar de números, qual que é o teu famoso tchurn. O que é o tchurn? Quanto você consegue manter o teu negócio. Se o teu negócio é escalável, se você consegue multiplicar ele. Investidor pensa em escala. Não pensa quanto que o teu restaurante vai crescer fazendo entrega. Ele pensa quanto que o teu sistema… Onde que eu posso estar vendendo ele? É nacional, é mundial?” Então, essa questão de expansão. E ele quer ser objetivo. Você tem que resumir a tua empresa em dois ou três minutos para ele entender o negócio. Se ele conseguir absorver o que você está falando, se ele entender a essência do negócio, ão interessa se esse negócio está rodando ou não está rodando. Se ele entender que esse negócio tem fundamento, ele vai investir em você. Eu falo porque mesmo da própria empresa que faz hoje a questão que nos deu a chance, nos deu o primeiro investimento, tem outras empresas, outros CEOs que entram em contato, que a gente tem relacionamento e muitos deles não… O projeto está no papel ainda, mas se você provar que no papel é algo que tem um fundamento, ele vai investir em você.
Juliano Godoy – Deixa eu te perguntar um negocinho. Eu estou acho que olhando… Acho que quem está aqui nos Estados Unidos está vendo que está tendo uma mudança geográfica. Até muita gente mudando, etc. O mercado está mexendo bastante, muito em função da pandemia, muito em função de imposto, etc. E aí eu tenho lido matérias de que, assim, a Califórnia é um lugar que tem tudo de bom, o clima é bom, praia, etc. tem todas as megaempresas, mas ela tem um êxodo. Tem muita gente saindo da Califórnia, não é?
Jon Prestini – É. Eu diria precisamente aqui da região da [ininteligível] (00:59:01) mesmo.
Juliano Godoy – É. Eu ia te perguntar isso, cara. Assim, você acha que a Califórnia está perdendo brilho e ainda mais para TI porque, assim, talvez, há uns dez ou vinte anos atrás, era meio que no brain. Quem queria empreender em TI tinha que ir para aí. Agora, nos Estados Unidos mesmo tem outros polos. Tem Austin, por exemplo, aqui no Texas. Está crescendo bastante. Tem outros lugares. Então, hoje você acha que… Acho que duas perguntas. Uma é o que está acontecendo na Califórnia do teu ponto de vista, tal; e dois é se necessariamente alguém quer empreender em tecnologia tem que estar aí ou não.
Jon Prestini – Os últimos dez ou quinze anos aqui da Califórnia e vamos falar até mais peso para o Vale do Silício, com a vinda, com a explosão da parte de tecnologia – Facebook, Apple, o Grupo Meta em geral, grandes empresas – muitas pessoas tiveram que vir para cá para trabalhar e aí começou aquela… os preços serem exorbitantes. Quanto mais pessoas estão procurando um terreno, estão procurando um aluguel ou uma casa mais se inflaciona e isso está acontecendo já quando a galera está saindo daqui para ir para o Texas, para ir para o Colorado, para ir para não sei onde, os preços também estão subindo. Então, houve uma bolha muito grande de pessoas vindo para cá principalmente da área de tecnologia. E quando a gente fala da área de tecnologia, a gente fala de muita grana e quando a gente fala de muita grana, a pessoa se propõe a pagar mais caro para viver para… Está com grana? Vai lá, bota, calça o valor mesmo e pronto e aí o mercado obviamente inflaciona. Então, essa transição de dez, quinze anos para cá fez com que essa região principalmente se inchasse muito. Então, o Uber nasceu em São Francisco por quê? Porque a dificuldade de achar um estacionamento era muito grande. Então, ficou muito mais conveniente ter a opção do Uber por quê? Vai lá, me deixa aqui na porta, eu não me incomodo com achar estacionamento, na volta pego outro Uber e acabou-se. então, surgiu das limusines e aí a ideia foi se reduzindo. Primeiro os Uber Black, depois os Ubers que se popularizaram e aí se popularizou no mundo inteiro. Então, sim, fatores que fizeram com que a Califórnia, principalmente essa região fosse muito cara, foi justamente essa concentração de muita gente de fora vindo para cá para morar. Fatores que essa migração, as pessoas começarem a sair daqui, e foi incrível porque no início da pandemia, a gente via caminhão de mudança, um em cada esquina em São Francisco. Era um atrás do outro. Por quê? Porque essas pessoas que trabalham no Facebook, no Google, em grandes multinacionais não estavam mais indo para o escritório. Eles passaram a trabalhar remotamente. E aí esse trabalhar remotamente não significa que eles têm que ficar aqui pagando um aluguel caríssimo. Eles podem pagar o aluguel que eles vivem no Texas, que eles vivem em outros Estados. Então, isso reduziu demais o custo de vida mantendo com que essas pessoas mantivessem os seus salários. Depois eu fiquei sabendo história também que as empresas começaram a se adaptar com o custo de cada Estado.
Juliano Godoy – Local. Uhum.
Jon Prestini – Local. Mas, enfim, então aí veio a migração. Hoje falam que a Flórida já é o segundo Silicon Valley. Concentração já de grandes multe empresas. Delaware, que é onde inclusive nós temos nossa empresa registrada, também é um, eles chamam de polo digital, onde as empresas do mundo digital estão instaladas ou pelo menos virtualmente falando. Então, aí muitas pessoas começaram a migrar, começaram a sair daqui. Mas eu também já ouvi histórias e quem me falou foi o próprio investidor que a produção, a produtividade dessas empresas, principalmente, Google, caiu muito, caiu mais de 20% com a pandemia. Porque o que acontece? Dentro do mundo de tecnologia, se a gente falar, por exemplo, do mundo de back end, tem o sênior, o máster, o não sei o quê, os níveis. Então, assim, uma coisa é você trabalhar remotamente e você marcar uma reunião com o Juliano ou com o Jonatan para conversar. Você precisa se agendar. Outra coisa é você estar no mesmo escritório dividindo cadeira, dividindo mesa e aí você fala: “Juliano, como é que você faz esse código aqui mesmo?” Então, a produtividade caiu muito nesse trabalho remoto. Por quê? Porque aquele que depende de mais conhecimento não está conseguindo ter o contato direto com aquele que já está numa posição melhor e passar esse conhecimento para ele de uma forma mais fácil. Então, eu acredito que essa mudança que teve do trabalho virtual não vai ser eficaz para sempre. Muita gente vai ter que migrar novamente para o QG lá, para o escritório, porque aí ele vai conseguir absorver a técnica, o conhecimento e crescer profissionalmente muito mais do que trabalhando remotamente.
Juliano Godoy – É. Esse vai ser um desafio para todas as empresas. Acho que vai ser um pouco da batalha entre funcionário e empresa. Acho que vai ser caso… Vai ser interessante, viu? O que está por vir. Tem prós e contras dos dois lados.
Jon Prestini – Vai ter. Tem muita coisa. Que o mundo digital veio para ficar, isso é certo e absoluto. E é só o começo. Certamente é só o começo, mas a gente precisa do humano, né cara? A gente precisa do físico. Não tem como simplesmente ignorar. Apesar de aqui… Eu até fiz uma brincadeira no meu perfil pessoal esses dias falando de São Francisco. As pessoas falam… A minha cabeça era: “Vou para São Francisco, vou para o Vale do Silício. Tudo é tecnologia, tudo é robô, tudo é eletrônico” e, cara, eu não sei se você tem o mesmo problema aí em Dallas, mas tem lugar que o meu telefone não pega de jeito nenhum. Não funciona, cara. É oito ou oitenta. Eu já vi, e não foi uma nem duas vezes, gene pagando conta no supermercado usando cheque. A gente não usa cheque no Brasil já há quanto tempo? Aqui usa cheque. Então, assim, tem coisas que a gente… Ah, por exemplo, que eu ia só ver prédios de tecnologia. Cara, o que mais tem aqui é área de reserva. Áreas que não se encosta, não pode construir nada. Então, assim, tem muito verde. Tem veado na rua, tem… Você vê um leão da montanha na rua. Então, sei lá. Fugi do assunto, mas era só para criar uma… O pessoal tem o mito de que aqui é tudo tecnologia. Muito pelo contrário. Tem muita coisa aqui que nem chega perto de tecnologia.
Juliano Godoy – Cara, passei por isso também. Quando eu mudei para cá, a gente tem muita… Tem essa percepção de que Estados Unidos é tudo… É os Jetsons, a gente mora no país dos Jetsons.
Jon Prestini – Exatamente.
Juliano Godoy – Mas aí quando eu mudei para cá, por exemplo, sei lá, um cara foi cortar a grama de casa, aí eu falei para ele: “Olha, então, como é que eu te pago? Faço… Você me manda um InVoice, você aceita cartão?” O cara: “Não, você põe um cheque no correio”. Eu falei: “Espera aí bicho, como assim eu ponho um cheque no correio? Você tá maluco”. Se eu faço isso no Brasil, acho que o cheque nem chega onde tem que chegar. Mas tem um pouco dessas coisas aqui.
Jon Prestini – Rapaz, o cara colocar na luz: “Opa, tem um cheque aqui”.
Juliano Godoy – É.
Jon Prestini – Cultura, não é?
Juliano Godoy – Jon, bacana, bicho. Eu aprendi demais cara. Mas eu também quero respeitar o teu tempo. Indo para o final aqui, acho que eu quero mudar um pouco o tom da conversa. Falamos bastante de família, falamos bastante de negócios, do Idolink e tal, mas queria que você contasse para a gente assim, você está aqui nessas idas e vindas dos Estados Unidos, etc. Você me disse também que você tem um RV que você cruz os Estados Unidos inteiro e tal. Nesse tempo todo que você está aqui, cara, tem alguma história curiosa, poxa, sei lá, curiosa, engraçada, seja de língua que você não teve o vocabulário, seja de cultura mesmo que… Para dirigir com o pessoal?
Jon Prestini – Cara, tem muitas não é? Na verdade… Vamos falar dessa última fase aí, vou passar um perrengaço que eu tive aí com a van, não é? Nessa de cruzar os Estados Unidos, essa história ficou cômica mesmo. Eu cheguei no Estado e Iowa e eu não sei se tem essa franquia aí, é um posto de combustível chamado PB. Ele é um posto ecológico. Bom, saímos da Califórnia, passamos para Nevada, aí fomos fazendo zigue e zague. Quanto a gente parou no Estado de Iowa, vamos procurar combustível. E a van é uma van a diesel. E aí o que aconteceu? A gente sempre procurava letreiro verde. Por quê? Porque é o preço do diesel. E normalmente em qualquer lugar. E esse abençoado posto ecológico, o diesel era gasolina e aí a bomba de combustível que em todos os postos era verde para o diesel e preta para a gasolina, lá era o inverso. A bomba verde era da gasolina. E eu fui seco, não é? E enchi o tanque da van com gasolina.
Juliano Godoy – Encheu de gasolina.
Jon Prestini – Cara, e estava já bem baixo. Tipo, não estava na reserva, mas já estava indo bem baixo. E eu entupi. Por quê? Porque o preço estava mais acessível, lógico porque era o preço da gasolina, não era o preço do diesel. E eu enchi o tanque. Aí a partir daquele trecho, a minha esposa ia começar a dirigir e eu gosto muito de usar o piloto automático, principalmente aqui que é retão sem fim, principalmente já na parte do centro dos Estados Unidos, muitas fazendas, então você coloca no piloto automático e esquece. O carro vai. E aí deu um minuto. Ela falou: “Jonatan, o piloto automático não está funcionando”. Eu falei: “Cacilda, eu estou dirigindo faz um mês e está funcionando de boa”.
Juliano Godoy – Você que não sabe usar isso aí, mulher.
Jon Prestini – Você que não sabe usar. É. Fui tão machista naquela hora ali que eu falei: “Porra, mas é só apertar ali”. Paramos o carro, eu falei: “Olha, é assim que você faz. Acelera e”… Começou a andar de volta e o carro… E aí só deu tempo de encostou. Aí ela falou: “Não está indo”. Falei: “O que aconteceu?” Aí não deu erro. Fui cheirar o tanque, estava com gasolina. Beleza, a nossa casa estava ali. Nós estávamos indo para New Jersey, a gente estava com destino na costa leste dos Estados Unidos. Chamamos o guincho, a primeira concessionária Mercedes mais próximo aonde es a gente estava, que era [ininteligível] (01:09:51). Chegamos lá, ficamos dois dias dormindo no estacionamento da Mercedes esperando a autorização do seguro. Graças a Deus o seguro pagou tudo. O seguro era para dar aí 19 mil dólares de conserto porque eu derreti o motor. Porque o diesel é um óleo e a gasolina é altamente… Com alta combustão. Então, como a gasolina derreteu tudo por dentro eu tinha que trocar tudo. Aí acabei pagando 100 dólares a franquia só e deixamos a van ali e pegamos um carro, alugamos um carro para cruzar até New Jersey que era o destino para ir na casa do meu amigo. Enfim, uma semana depois o pessoal da concessionária ligou, isso era uma sexta-feira, dizendo que a van estava pronta, que a gente podia voltar e buscar. Então, a gente ia pegar o carro, voltar dirigindo até Iowa, que dava aí um dia e pouco de viagem, pegar a van e continuar nossa viagem. Porém, no meio desse processo, a minha irmã me ligou da Califórnia. Ela falou: “Jonatan, a tua entrevista com a imigração saiu. É segunda-feira” e eu estava lá em New Jersey. Eu tinha que fazer exame médico.
Juliano Godoy – Só tinha que atravessar os Estados Unidos inteiro só.
Jon Prestini – Só tinha que atravessar os Estados Unidos inteiro. Eu tinha que fazer o exame médico ainda para levar na imigração. Eu falei: “E agora, José?” Na verdade, a entrevista era na terça-feira. Eu falei: “Cara, ferrou”. Nós corremos atrás para fazer o exame médico. Compramos passagem New Jersey/São Francisco assim pagando o olho da cara nas pressas porque era o que tinha. Consegui fazer um exame médico em New Jersey com alguém que fosse analisar os exames lá na Califórnia. Na segunda-feira fiz o que tinha que fazer, na terça-feira fiz a entrevista na imigração. Na quarta-feira compramos passagem para voltar para Iowa para pegar a van para seguir viagem. E aí quando a gente chega em Iowa para pegar a van descubro que eles bateram a van lá, quebrou o sensor de presença. Eu falei: “Quer saber?” Não, não. O sensor do piloto automático. Estava tentando acionar e ele não ativava. Falei: “Que coisa é essa?” Uma hora depois, a gente parou para limpar o tanque e tal da água suja da van, a minha esposa estava procurando para onde que a gente ia e aí eu falei: “Deixa eu ver aqui. Deve estar sujo o sensor”, pensei eu comigo. E aí fui na frente da van e procuro e olho. Onde que é esse sensor? Vou no Google, procuro onde que tem o sensor, olhei, quando eu olho, não estava ali. Quando eu olho mais de perto, eu vi a placa meio amassadinha. Um caminhão de certo deu a ré e bateu na frente da van e quebrou o sensor. E aí eu falei: “Quer saber? Isso aí é um sinal. Ligamos para a concessionária, voltamos lá, os caras resolveram rapidinho, trinta, quarenta minutos eles trocaram a grade, mas eu disse assim para a mulher: “Quer saber?” A gente estava indo para New Jersey de volta. Eu falei: “Vamos voltar para casa. É melhor. Tem coisa errada nisso. Tem algum sinal dizendo que não está legal. Vamos voltar para casa” e aí a decisão foi bem tomada. A gente voltou e aí foi um perrengaço que a gente passou, mas graças a Deus deu tudo certo.
Juliano Godoy – Com emoção, hein bicho? Esse aí é quase “férias frustradas de verão”.
Jon Prestini – Foram duas semanas assim que até eu que a minha zona de conforto está lá no raio, estava incomodado. Falei: “Agora está muita pressão nesse negócio, véi”. Essa foi barra pesada mesmo.
Juliano Godoy – Bom, hoje a história é boa. Hoje olhando para trás a história é boa, mas na hora eu não queria star na tua pele não, cara.
Jon Prestini – Cara, se for contar história aí de terror que aconteceu aqui a gente passa uma semana inteira. Tem muita coisa.
Juliano Godoy – Faz mais uns cinco podcasts para a gente contar.
Jon Prestini – Esses percalços aí, mas são emoções que a gente precisa viver.
Juliano Godoy – Jon, para eu finalizar aqui, cara, tem um… No final, eu faço quatro perguntinhas e aí, assim, eu brinco que é o quadro das rapidinhas. Então, primeira coisa que viera na sua cabeça, pá-pum. O que você mais sente falta do Brasil?
Jon Prestini – Família.
Juliano Godoy – Tá aumentando minha amostra aqui isso aí…
Jon Prestini – 95% já. É. Não tem erro.
Juliano Godoy – E o que você descobriu aqui nos Estados Unidos que agora você não vive sim.
Jon Prestini – Liberdade.
Juliano Godoy – Também ranqueia alto. Cara, que conselho você daria para quem quer empreender aqui nos Estados Unidos?
Jon Prestini – Se prepare antes de vi. Ou se está aqui, se especialize muito bem naquilo que você faz e faça o melhor que você pode.
Juliano Godoy – E, por fim, cara, tem… Não sei se tem algum filme, algum livro, um podcast que você gosta, que você quer recomendar para o pessoal?
Jon Prestini – Cara, eu daria dois livros. Apesar de entrar muito nesse negócio de podcast agora, gosto muito de ouvir podcast, gosto de fazer minhas caminhadas, mas eu não sou um cara de ler muito não. Mas os dois livros que eu li, não só os dois, mas não só os dois, mas dois livros que eu li que me chamaram foi um chamado Oportunidades disfarçadas. Esse livro conta a história da Boeing, conta a história do Banco Imobiliário, da Avon, do Boticário e como essas empresas saíram do nada e viram uma oportunidade que estava disfarçada nos negócios e, muitas vezes, a gente tem uma joia na mão vê. A gente não consegue ver que isso é uma oportunidade disfarçada. Então, eu recomendo demais que você leia esse livro. É um livro pequeno, talvez foi por isso que eu li ele porque não tinha muita página. E o segundo livro que eu acabei lendo porque eu trabalhava em concessionária e eu tive muito acesso a treinamento, técnicas de vendas e palestras é um americano esteve em São Luís do Maranhão, o nome dele é James Hunter, e o livro que ele escreveu, na verdade dois que eu li, um deles era O Monge e o Executivo e o segundo chama-se O líder Servidor. Esse livro O Monge e o Executivo fala muito da experiência de pessoas que são… A diferença de você ser um… Ter o poder e você ter uma liderança e a gente pode até tocar nesse assunto falando dessa infeliz guerra que a gente está tendo, de alguém que está no poder querendo ter posse, mas ele só está lá porque está numa posição de poder… O dia que ele não estiver lá, ele jamais será alguém que seja respeitado. Diferente de alguém que tem uma liderança. Então, é a história de um empresário bem-sucedido que tinha muito poder na mão, mas ele nunca foi um líder e aí ele se encontrou com um monge no mosteiro e teve a oportunidade de conversar com Simeão, que era um cara que vinha… Um marqueteiro gigantesco e deixou tudo que ele tinha para ser um servidor e entregar para as pessoas algo que pudesse enriquecer, valorizar. Então, esse livro eu recomendo demais. Ele já tem em podcast, inclusive. Você pode ouvir ele como e-book. O Monge e o Executiva. Quem nunca ouviu ou quem nunca leu pegue porque é uma baita de uma lição de vida que vai mexer muito no teu interior, no teu jeito de ver as coisas e o teu jeito de lidar com pessoas.
Juliano Godoy – Legal. Duas indicações superboas. Obrigado. Jon, valeu, bicho. Obrigado por estar aqui com a gente. Cara, tua história, de novo, história de determinação, resiliência, superação, reinvenção. Então, acho que… Tomara que inspire muita gente.
Jon Prestini – Muita superação, muita transpiração.
Juliano Godoy – Com certeza. Tem que ter. Bicho, para a gente acabar aqui, onde é que o pessoal te acha, cara? Rede social, enfim, no Idolink, o que você quiser compartilhar com o pessoal aqui.
Jon Prestini – Legal. Eu tenho meu perfil pessoal que eu estou… Comecei a alimentá-lo agora no Instagram, que é o jonprestini. Eu sou também a cara do Idolink, então você pode encontrar o Idolink nas redes sociais como Idolinkbio. Então, eu vou sempre estar lá. E tenho meu próprio Idolink. Idolink.bio/jonprestini. Lá você tem os meus contatos, inclusive você consegue agendar um bate papo comigo lá seja para um novo podcast, seja para uma mentoria, para uma consultoria, para um bate papo informal, para tirar uma dúvida. O que você quiser. Eu deixei já um espaço separado para te atender, para atender quem quiser conversar comigo. Só escolher o dia e horário que o canal está aberto.
Juliano Godoy – Que legal. E vou falar um negócio pessoal, funciona, cara. Porque eu mesmo fiz isso, fui lá, bati um papo com ele, marquei, agendamos aqui. Então, realmente o Jon é tudo isso que vocês viram aqui. Um cara superacessível, super do bem, que está sempre disposto a ajudar, ouvindo. Cara, só tenho a te agradecer pelo seu tempo aqui, por compartilhar sua história com a gente. Para terminar, eu queria pedir para todo mundo, poxa, gostou desse papo aqui, compartilhe o podcast, deixa um like aqui no canal. Vai lá, assiste. Ouve ele no Spotfy, etc. Queria agradecer todo mundo que passou esse tempo com a gente. Sei que tem um milhão de opções por aí para você ouvir, para você ver, para você se entreter. Então, o fato de você ter passado essa uma horazinha aqui comigo me enche de orgulho, de gratidão, valeu mesmo. Mas vai lá, me ajuda a espalhar essa história superbacana. Tem muito mais história bacana. Vai no Youtube, se inscreve lá para receber notificação sobre os próximos episódios e é isso aí. Vou ficar por aqui. Também estou no Instagram @jg.julianogodoy. Segue lá também. Obrigado, gente. Valeu. Abraço.
Jon Prestini – Tchau, gente. Valeu, obrigadão.
