Revolucionando o mercado de bebidas – Com Felipe Szpigel
Revolucionando o mercado de bebidas – Com Felipe Szpigel
04/25/2022
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Convidado:
Felipe Szpigel
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Postado em :
04/25/2022
Por muito tempo o consumo de drinks mais sofisticados e elaborados ficou restrito aos bares e restaurantes especializados. Era difícil preparar essas bebidas em casa, além de que o sabor quase nunca ficava o mesmo.
E se fosse possível encontrar drinks sofisticados em latas?
Neste episódio do podcast “ImiGrandes”, a conversa é com Felipe Szpigel, Founder e CEO na Five Drinks e CGO Better Drinks. Ele conta como é transformar drinks em bebidas enlatadas, a expansão para o Brasil, e os desafios de se trabalhar com o mercado de bebidas americano.
Vem conferir essa história!
Entrevistado
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Host
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Produção: Voz e conteúdo | https://www.vozeconteudo.com.br – @vozeconteudo
#imigrandes #podcast #brasileirosnoseua
Transcrição
Juliano Godoy – Olá, pessoal. Tudo bem? Sejam muito bem-vindos. Eu sou Juliano Godoy e este é o ImiGrandes. Nosso convidado de hoje é o Felipe Szpigel. Felipe é co-fundador e CEO da Five, uma empresa que faz coquetéis em lata. Ele também acabou de fundar a Better Drinks do Brasil. Antes de entrar nessa vida de empreendedor, Felipe teve uma carreira de muito Sucesso na Ambev na AB Ambev. Por mais de 20 anos ele atuou em diversas posições como diretor de vendas, diretor global dede trade marketing e até presidente da unidade de Craft. Além de tudo isso, o cara é músico, triatleta, pratica Ioga, enfim, vamos ter um papo com ele para descobrir o segredo. Felipe, tudo bem cara? Bem-vindo aqui ao nosso podcast.
Felipe Szpigel – Fala Juliano. Bom te ver aí. Prazer estar aqui com vocês.
Juliano Godoy – Legal, cara. Obrigado. Felipe, assim, geralmente, para todo mundo, todo convidado fala Juliana vão te ver aí trazer até aqui com vocês legal cara Obrigada fica assim geralmente para todo mundo, todo convidado, eu pergunto aqui, eu peço para ele contar um pouco da história dele, de onde ele veio, mas com você eu vou começar diferente, cara. Eu queria saber como é que você faz para o seu dia ter 72 horas.
Felipe Szpigel – Bom, primeiro, todo mundo tem que fazer escolha e acho que na minha cabeça… Acho que também se organizar bem para o dia e você poder ter os blocos de tempo para poder fazer as coisas acho que são bem importantes. E acho que priorizar o tempo para você, Juliano. Acho que talvez um aprendizado meu de acho que… Talvez quisesse ter tido isso antes, mas acho que o aprendizado meu dos últimos anos é garantir que você priorize as coisas que você quer fazer, priorize as coisas que são importantes se principalmente priorizar o tempo para cuidar de você mesmo. Então, quer fazer esporte, já acorda e faz de manhã. Quer dizer, também, de novo… Quer ler? Quer poder aprender alguma coisa diferente, garante que você tem um tempo na tua agenda e que alguma hora para e deixa tudo que você está fazendo para poder ir lá e dedicar esse tempo para as coisas que são… Ou os teus hobbies ou as tuas outras prioridades na vida também. Mas acho que no fundo é muito balanço e acho que uma coisa que mudou muito na minha vida e acho que principalmente quem está trabalhando ainda numa grande corporação sofre mais e tem mais dificuldade é que a gente, quando está ligado numa grande empresa, a gente acaba que a nossa agenda não é muito a nossa agenda. É a agenda da corporação ou, em muitos casos, prioridade dos outros. Então, a maior dificuldade daí é que você tem a prioridade dos outros, depois você tem as coisas que você mesmo tem que executar, depois tem suas prioridades pessoais. E acho que na virada para vida de empreendedor, por incrível que pareça, apesar de você estar Always on, está ligado e ter que fazer um monte de coisa sobra muito tempo para você poder, de novo, dedicar às coisas que você precisa fazer e também as suas prioridades pessoais.
Juliano Godoy – Legal, cara. Então, priorizar prioridade. Acho que é por aí, não é?
Felipe Szpigel – Certeza.
Juliano Godoy – Voltando, então, cara. Acho que para quem não te conhece, conta um pouco para a gente a sua história e como é que você chegou até aqui.
Felipe Szpigel – Bom, eu sou engenheiro de formação e acabei aí por acaso até entrando na Brahma, que virou Ambev. Participei de alguns programas de treinee, me identifiquei bastante e acabei seguindo uma carreira que eu não imaginava. Quer dizer, não me considerava um comercial ou uma pessoa de vendas ou de marketing, mas pôs-programa de treinamento foi aí que eu segui e eu tive uma carreira bastante interessante na Ambev. Acho que por algumas razões, mas acho que a principal delas é que eu não tive uma carreira clássica. Eu fiquei dividindo entre metade do tempo fazendo o que era esperado de uma carreira clássica dentro da Ambev, trabalha na área vendas, ser supervisor, gerente de vendas, gerente de filial e assim por diante, mas também divido uma outra metade com projetos, grandes transformações da companhia. Então, participei lá no começo com o Ricardo Tadeu na parte web new management, da criação da área, formação da área, depois com o Eduardo França, Sandro Bacili, Francisco Sá na criação do que é [ininteligível] (00:04:06) e criando gerenciamento de categoria, desenhando como é que ia ser a estrutura de [ininteligível] (00:04:10), quer dizer, tive quase que uma sorte de poder viver uma formação de realizar coisas bacanas de formação de um bom executivo e comento um pouco mais para a frente do que eu acredito que acho que são algumas das experiências, com uma carreira de poder ver um projeto bacana, ver uma oportunidade, vender esse projeto interno e daí participar de uma transformação. E eu acho que, quer dizer, minha última experiência na AB Ambev, já no escritório internacional também teve um pouco a ver com isso. Eu fui ser vice-presidente de trade marketing global e numa das transformações da companhia, discussão de como que a gente forma o portfólio do futuro, como que a gente desenvolve, capability da companhia é que nos preparam para o futuro do que vai acontecer no mercado de bebidas, pintou a oportunidade de criação do [ininteligível] (00:05:06) e das aquisições de cervejas artesanais e eu fui lá e falei: “Sou apaixonado por cerveja, sou apaixonado por projeto e por coisa diferente”, pedi para ser o head da área e aí tive oportunidade também dessas… Talvez a oportunidade mais bacana mesmo que eu tive dentro da AB Ambev que foi poder conhecer um bando de… Conhecer uma indústria nova para mim, conhecer um bando de empreendedor dos melhores no mundo, mas principalmente nos Estados Unidos e achar os parceiros, fazer aquisição, fazer integração, fazer expansão, muito contato com o board da companhia, com mercado, exposição, quer dizer, acho que talvez tenha sido os anos áureos da minha carreira e acho que os anos que eu fui mais realizado profissionalmente também.
Juliano Godoy – Felipe, preciso… Queria te perguntar uma coisa. Assim, você teve uma carreira aí de baita sucesso, chegou a ser presidente de unidade de negócio, com certeza deveria estar no pipeline para até voos maiores, estava realizado, etc. Por que depois de vinte anos deixar tudo isso para trás e começar um negócio próprio? Por que resolver empreender? De onde veio essa virada?
Felipe Szpigel – Não é uma pergunta simples de responder, tá Juliano? E volta e meia quando responde, respondo de formas diferentes, não é? Mas acho que o primeiro e mais importante é que eu sempre tive a coceira empreendedora e acho que até quando eu entrei na Ambev também eram os anos áureos da Ambev onde a gente queria empreendedores. Acho que o próprio Marcel [ininteligível] (00:06:44) dizia lá atrás que a gente quer gente aqui que não estaria numa outra empresa, que senão estivesse aqui estaria no seu próprio negócio, não é? E muito da cultura de dono e etc. Muito mais do que ser sócio da empresa, tinha essa mentalidade de cuidar daquele projeto como se aquilo fosse literalmente seu, não é? Então, quando eu entrei na Ambev, a minha mentalidade era: Eu vou passar aqui uns anos, vou aprender para ir montar meu negócio. Só que esses anos passaram muito rápido. Acelera, vinte anos depois eu ainda estava lá. Acho que tem um segundo ponto interessante que, assim, para o reveion, o final do ano, entre natal e reveion, sempre foi um momento de take stock, sempre para mim foi um momento de parar, avaliar o que eu estou feliz na minha vida, o que eu fiz esse ano que eu estou feliz, o que eu fiz esse ano que eu não estou feliz comigo mesmo que eu precisaria mudar para o ano seguinte e sempre foi um negócio assim muito reflexivo e acho que durante as minhas grandes transições na companhia de gerente C para gerente no campo, de gerente no campo para C, a minha mudança para o exterior, tudo isso acho que foram mudanças minhas a cada dois… Entre dois e quatro anos eu tinha uma chacoalhada dessa. Então, eu estava entrando no meu quarto ano no [ininteligível] (00:08:12). Entrando não. Finalizando meu quarto ano no [ininteligível] (00:08:16) e aí meio que me deu uma realização que tipo: Olha, estava com bastante coisa mudando na minha vida. Eu estava divorciado, recém-divorciado, minha ex-mulher tinha voltado para o Brasil com a minha filha. Ao mesmo tempo, eu já me sentia pronto em relação ao que eu tinha que aprender e honestamente não conseguia enxergar mais nada dentro da Ambev que fosse me… Acho que as coisas iam ser maiores, iam ter mais projeção, mas eu já tinha feito um turn around, eu já tinha feito MNA, eu já tinha criado áreas novas, eu já tinha dirigido time de até três mil pessoas, já tinha trocado um business de 1 bilhão de dólares de faturamento. Então, assim, eu tinha feito tanta coisa lá que eu falava: “Olha, está na hora de eu começar o meu negócio”. Essa é a experiência que estava faltando. Então, acho que para mim, sei lá, meio que resumindo, acho que tem um pesado meu que eu carreguei essa veia de empreendedorismo e dei de cara com grandes empreendedores. Talvez, os melhores empreendedores de cerveja do mundo, como meus parceiros. Então estava vindo aquilo, vivendo aquilo como um grande incentivo e acho que a combinação de achar que o meu ciclo realmente tinha se fechado dentro de uma grande companhia. Companhia espetacular, você mesmo conhece. Como qualquer lugar. Inclusive, a minha hoje, com vantagens, com qualidades e defeitos e oportunidades de melhoria, mas que para mim eu senti uma certa urgência. E acho que o outro ponto é também sentir uma certa urgência de me priorizar e priorizar a família. Quer dizer, uma filha aí de seis anos crescendo, eu até essa idade aí, quer dizer, vivendo um pedaço da minha vida na China, no México, viajando e uma companhia que tomava minha agenda e que era minha prioridade versus a minha vontade de eu assumir a minha agenda ou a minha prioridade e daí as coisas virarem consequência.
Juliano Godoy – Hoje em dia está muito… Sei lá, virou moda falar de “intrepeneur”, aquele cara que empreende dentro da empresa, que acho que um perfil que a Ambev já teve de longe. As pessoas, na verdade, de empreender dentro do CNPJ dos outros, mas, enfim, uma baita escola, um baita aprendizado. Concordo com você, cara. E aí, assim, você fez essa reflexão, tal e fundou a Five. Então, assim, para quem ainda não teve exposição, não ouviu falar, conta para os meus dois ouvintes aí o que é a Five, o que vocês fazem.
Felipe Szpigel – Legal. Aí só para a turma já saber, eu tenho dois cachorrinhos aqui em casa hoje, então pode ser que a gente tenha uns latidos.
Juliano Godoy – Aqui é a vida como ela é, cara. Fica tranquilo.
Felipe Szpigel – Vida de pandemia, exatamente. Dois filhos de pandemia aqui. Vou dar uma resposta também longa, tá Juliano. Acho que parte do meu conflito até na saída da AB Ambev, Ambev, e continuidade na indústria de bebidas foi… Eu tenho uma paixão tão grande, uma admiração tão grande pelas pessoas e o negócio [ininteligível] (00:11:36) tatuagem, quase como se a Ambev fosse uma grande tatuagem no meu caráter, na minha formação e na minha história. E fiquei muito na dúvida também do em saindo, de continuar na indústria ou não. Então, acho que uma boa parte do tempo, inclusive, depois da minha decisão de sair e daí de empreender, de em continuar na área de bebidas ou não. Depois eu comento um pouco mais o que me fez continuar e aceitar essa jornada e daí até o emendar no… A evolução disso para emendar no Better Drinks. Mas com o Five, em algum momento, eu falei: “Olha, é uma indústria que eu sou apaixonado, sou um dos grandes experts globais da indústria, por tudo que eu fiz. Acho que tem muito pouca gente que tem a expertise… Tem gente que é muito melhor do que eu em cada uma das caixas que eu fui capaz de ser proficiente, mas tem pouca gente que é proficiente como eu sou nas caixas que eu passei. Quer dizer, não fui melhor diretor-regional, talvez não tenha sido o melhor head de uma unidade de negócio, mas passei por MNA, passei por cerveja artesanal, passei por uma boa visão de marketing e vendas e industrial, quer dizer, então, acho que eu me tornei um profissional bastante completo que poderia ser capaz de atuar em qualquer indústria. Mas sou apaixonado por bebida, não é? Quer dizer, então acho que no final um pouco o negócio de Five virou… E acho que para descrever o Five eu acho que é importante falar de três coisas. Acho que uma era, por um lado, eu quis como cultura da empresa manter tudo que eu achava de brilhante que foi construído até com a minha ajuda na Ambev, na AB Ambev, mas ou talvez voltar para algumas coisas da origem ou talvez fazer coisas que eu sempre acreditei, mas não fui capaz de convencer dentro da organização. Então, acho que tem uma questão cultural que é de agilidade. Exemplos, da ideia de construção de Five, até o lançamento de Five. Quer dizer, eu teria feito coisas na AB Ambev com seis meses ou menos, mas eu não conseguia mais pelo tamanho da organização. Quer dizer, para a gente, a gente desenhou o Five e agora o Better Drinks para botar projetos na rua entre dois e seis meses, então entre dois anos e seis anos. E aí acho que falando de produto especificamente, a gente quis entrar… De novo, como está construindo do zero, eu agora só quero entrar em categoria que tem vento a favor. Não quero ficar aqui entrando num negócio que [ininteligível] (00:14:19) ou que eu tenho que ficar lutando contra as tendências de mercado. Eu falei: “Olha, me diz o que é a próxima coisa que vai bombar” e a coisa que mais está… Não era claro naquela hora. Era para mim, mas não para… O que era para mim, assim, o que era o próximo depois do [ininteligível] (00:14:38) já estava acontecendo. Eu lá pela AB Ambev fiz a aquisição do primeiro [ininteligível] (00:14:45). Então, já era para mim velho. Era uma categoria de 2014, estamos falando aqui agora de 2018 para 2019 eu já estava olhando a próxima coisa e a próxima coisa para mim era o red to drinks [ininteligível] (00:14:54), mas também não é qualquer coisa. Era o coquetel, a indústria mixologia e tal. Então, a gente estava olhando: ”Olha, consumidor final já está tomando destilado e ele toma destilado misturado”. Então, ao invés de ensinar o consumidor, que é o que [ininteligível] (00:15:14) estão fazendo, eu vou entregar pronto. Para que você precisa saber como fazer o Moscow Mule se eu posso te entregar um Moscow Mule de qualidade pronto? Então, acho que a ideia nossa também, de novo, era surfar. Deixar “Pernot, deixa Diagio” (00:13:23) ensinar o que é um [ininteligível] (00:15:25), o que é um Negrone e eu vou te entrego pronto com a mesma ou a melhor qualidade. E na marca em si que eu acho que é o terceiro pilar, a gente foi meio que para o antimarketing também, que é assim… Sim, o produto é gluten free, não é? O produto é vegano, o produto é… Só tem verde e cheio de selo no coquetel. A gente falou: ”Olha, qual é o rótulo, qual é a embalagem mais simples que a gente pode fazer?” Ah coloca lá… Dá o nome que é Five, que são 5 ingredientes ou menos, coloca os ingredientes no rótulo e vamos lá. Tudo que o consumidor está… É quase dizer assim: “Você precisa saber que banana é vegana?” Quer dizer, banana é vegano. Então, quando você olha os nossos ingredientes lá, eles são ingredientes que não têm… Quer dizer, para as pessoas que estão preocupadas com glúten e com dietas restritivas ou escolhem bem os produtos, que é o meu caso, você lê o rótulo você já sabe o que é bom ou não. Em geral, quando tem muito selo…
Juliano Godoy – Simplificar, não é? Simplificar porque hoje tem muito rótulo que você lê, você fica… Cara, você não sabe o que está lá, não é?
Felipe Szpigel – Quanto mais coisa, e aí eu sigo algum… Gosto muito de ler e sigo algumas pessoas aí que são controversas, mas em geral quanto mais coisa tem no rótulo, mais você está tentando esconder o que tem por trás do produto, dos ingredientes. Coisa bacana… Quem está preocupado com gluten sabe que vinho, sabe que Cidra não tem gluten. Então, quer dizer, porque você já está consciente com os ingredientes. Então, assim, para a gente, eu não estou olhando o mainstream. Eu estou olhando o que está na crista da onda, na série das ondas que estão no oceano. Para essa turma, eu não preciso explicar muito. SE fizer um produto foda, de qualidade, com os ingredientes transparentes, as pessoas vão saber e é uma filosofia completamente diferente do que eu sentia, não vou dizer obrigado, mas me sentia incentivado a colocar dentro de uma organização que está tentando gritar sobre as marcas, tentando fazer o consumidor prestar atenção, tentando convencer o consumidor a te comprar. Eu só preciso sabe… Meu consumidor só precisa saber que eu existo. Se ele souber que eu existo, ele vai virar fã do meu produto e vai comprar, que é uma forma bastante diferente de fazer marketing. Então, assim, em resumo, acho que Five é uma combinação de uma nova cultura de fazer negócio, de estar em grandes tendências futuras e não tentando fazer o que está todo mundo fazendo no mercado e só ganhar mercado e faturamento e o terceiro, o produto especificamente é quase que o antimarketing do marketing mainstream hoje, não é?
Juliano Godoy – Entendi. Felipe, você falou bastante coisa aqui, cara, que, assim, eu quero… Acho que tem muita coisa para explorar aqui. Então, vou meio que tentar [ininteligível] (00:18:25) aqui no que você falou, puxado isso aqui. Acho que minha cabeça tem em vários lugares, mas eu queria talvez começar entendendo como é que foi o lançar o produto, como foi o lançamento? Porque você entrou, você mesmo falou, no mercado de bebidas tem muita concorrência e você começou uma marca nova, do zero, que deve ter uma série de desafios. Então, assim, qual foi a estratégia de entrada no mercado? Era sampling, era dar degustação ou teve alguma outra estratégia de posicionamento? Como foi assim para vocês entrarem?
Felipe Szpigel – Bom, eu lembro que eu ainda tive a pandemia no meio do caminho. Então, assim…
Juliano Godoy – Vou chegar lá. Essa tem uma pergunta específica para isso.
Felipe Szpigel – Não contava… Essa aí eu não contava no plano e a gente teve que dar uma guinada boa. Mas deixa eu te falar dos primeiros seis meses, que o pré-pandemia é de julho de 2019 até fevereiro ou março de 2020. O nosso grande modelo foi um modelo quase que dos anos áureos de desenvolvimento do Uber que é: Vai para uma cidade ou vai para um núcleo e garante que você faz aquele muito bem feito. E para a gente era o sul da Flórida ou Miami. Então, a gente já tinha um produto que a gente achava que era campeão, foi construído com gente muito bacana. Fala disso também um pouquinho mais para a frente. E para gente foi: “Olha, vamos pegar o mais importante varejo da Flórida, que é o Total Wine”, que é um cliente referência, claramente. E vamos fazer um posicionamento do produto que funcione muito bem lá. Então, quer dizer, então a gente pegou a parceria do cliente e aí, quer dizer, fez uma execução extraordinária em loja. Quer dize, você tinha ponta de gôndola. Tinha o cliente… Todo mundo no cliente superbem treinado em relação ao que era a execução. Tinha um time nosso também orientando e trabalhando junto com o distribuidor e com o cliente para poder ter uma exceção legal e a gente tinha bastante degustação em loja. Então, inclusive, com a vida de empreendedor, todos os meus finais de semana eram rodando sexta, sábado de domingo as principais lojas Total Wine e, inclusive, fazendo degustação eu mesmo e pegando feedback do cliente e ajustando o discurso do que para a gente… Do que para a gente a gente achava que era importante versus o que o cliente mesmo… Dar um exemplo. Muito rapidamente, a gente percebeu que a gente queria explicar a história dos cinco ingredientes, mas o cliente, na verdade, não tinha entendido nem que a gente era cum coquetel pronto para beber em lata porque na cabeça dele, ele tinha “mike side lemony” (00:21:21) na cabeça. Aquilo é um coquetel. É um produto a base de álcool com um aroma, sabor de limão. Não é um coquetel, não é um Moscow Mule, não é uma Marguerita. Então, acho que para a gente o discurso mudou. Ao invés de explicar os cinco ingredientes, explicar que era destilado artesanal, etc. a gente falava: “Olha, isso aqui é um coquetel como se você estivesse tomando num bar, só que direto na lata. Está aqui. Prova aqui o “To All Sample” (00:21:49) e a pessoa tomava falava: “Jesus… Oh, my God”, quer dizer. “How can it so good?” E aí você podia contar o resto da história para a pessoa que tinha interesse. Então, para a gente foi realmente executar um MVP e ter degustação. Outras duas coisas que a gente fez foi estar presente em eventos. Então, Art Basel, que é um evento de Miami que vem muita gente do mundo inteiro, mas principalmente de Nova Iorque e LA. A gente fez festa e começou a entrar nos hotéis “South Miami Strip” (00:22:25). Então, por exemplo, One Hotel ainda hoje é cliente nosso, não é? E aí você não tomava no bar, mas tinha no minibar, tinha na piscina e tinha no serviço de praia. Quer dizer, uma excelente forma de você… Você está no One Hotel, está em South Beach, é um produto… Quer dizer, é claramente um produto de qualidade. Então, foi muito isso e o produto rapidamente fez sucesso. A partir de janeiro a gente começou a expandir para a Flórida e estava, vamos dizer, tudo indo bem até março de 2020, não é?
Juliano Godoy – E antes de entrar na pandemia, Felipe, que eu assumo que isso obviamente mudou o seu plano de negócio como mudou o de muita gente, mas conta um pouco como é que foi, assim, o desenvolvimento do produto. Porque você falou que desenvolveu seis meses de quando teve… Quando vocês começaram a trabalhar até quando teve… Quando vocês começaram a trabalhar até quando teve o primeiro produto no mercado. Qual foi a ideia de elaboração? Por que esses cinco sabores? Enfim, como foi essa estratégia de entrada?
Felipe Szpigel – Tem um participante aqui agora que estava latindo.
Juliano Godoy – É ele ou ela essa aí?
Felipe Szpigel – É ele. É ele. Esse aqui é o Bartolomeu. É. O outro está dormindo ali. Está quietinho. Acho que tem duas coisas legais para falar aí, Juliano. Um é que talvez a minha maior qualidade depois desses muitos anos de experiência foi tipo saber o que eu sei e saber o que eu não sei e daí me associar a gente que me complementa. Então, o Five Drinks não é um projeto meu. É um projeto de cinco sócios, onde eu sou um deles. Tem o Roberto “Shuba” (00:24:04), que você conhece também que é um gênio do financeiro, é ex ABI. O Gustavo Luz, que aí é um gênio de marketing, estava na Mother que fez várias das campanhas de Target, campanha de Stella Artois. E o Cris e o Jeremy que eram fundadores da [ininteligível] (00:24:23), assim, [ininteligível] (00:24:27) entrepreneurs, caras muito bacanas de empreendedorismo, que me ajudaram batente na virada para empreendedor, mas gênios de produto. Esses caras talvez sejam a cervejaria que mais ganhou medalhas e competições nos últimos dez anos nos Estados Unidos. Então, assim, é uma turma de peso mesmo. Mais de cem anos de experiência com experiências que se complementavam, então o Gustavo foi quem fez o design e o Cris e o Jeremy foram quem lideraram comigo o desenvolvimento de produto. E basicamente, o que a gente fez, a gente foi para Miami, foi no melhor bar de Miami na época, que era o Broken Shaker e pegou o head do programa de coquetéis deles, que é o David Simmons e falou: “Cara, esses aqui são os cinco coquetéis que mais vendem nos Estados Unidos, eu quero uma receita de cada um deles tua que a gente vai transformar”. Aí o David Simmons fez… E falei assim: “A gente queria também tropicalizar as receitas, não quer só a receita padrão, então a gente quer uma receita nossa, quer usar sabores latinos”, então por isso que a gente foi com hibisco na marguerita, a gente botou tamarindo e água de coco no Moscow Mule, quer dizer, então a gente tinha uma questão de tropicalização e de ter um sabor único. A gente desenvolveu no balcão de bar as receitas e o Cris e o Jeremy foram para como é que replicava isso dentro de uma microcervejaria…
Juliano Godoy – Em escala industrial.
Felipe Szpigel – Dentro de uma escala… Ainda numa microcervejaria, mas dentro de uma escala industrial. Então, a inovação também vem nesse aspecto e, por exemplo, para Flor de Hibisco, a gente tem um saco de chá do tamanho de Itu, entendeu? Que vai no tanque, a gente mergulha no tanque e deixa o negócio lá skeeping, como se fosse um sachê de chá, durante quinze a vinte minutos até dar coloração e os aromas que a gente precisa. Tira e o negócio vai para envase, não é? Então, assim, uma parte do nosso… Eu diria assim, uma parte da nossa inovação começa no balcão de bar e a outra metade do nosso processo de inovação é como é que a gente traduz isso como um processo, não vou nem dizer que é industrial, mas eu diria que semi-industrial porque ele é artesanal, não é uma mistura de aromas e químicos. É um processo… E a gente, acho que no bom perfil que a gente conheceu lá atrás da Ambev, a gente adora o que a turma diz que é impossível. Então, quando a gente começou a fazer, a turma falava: “Ah, mas ninguém trabalha com limão, com suco de limão. Tem que trabalhar com ácido málico, ácido cítrico”. Eu falei: “Ninguém trabalha com suco de limão? Tá bom, então nós vamos trabalhar”. Então, a gente foi lá e descobriu… Quer dizer, de novo, não é… Assim, eu tenho até vergonha de dizer que é inovação porque eu não sou uma Tesla, não é? Não estou fazendo o foguete dar ré, eu estou fazendo um negócio que é supersimples. Um processo de indústria de alimentos, de indústria… Mas ao mesmo tempo, a gente foi fazer coisas que nenhuma grande empresa faz hoje, que é usar processo de cerveja artesanal, processo de confecção de produto artesanal partindo de um produto… E eu acho que a gente deve falar um pouco mais para a frente, mas eu trouxe Five Drinks para o Brasil também e quando a gente trouxe para cá, a gente replicou om mesmo conceito. Eu tenho aqui o Márcio Silva, que é um dos vinte melhores bar tenders do mundo, reconhecido mundialmente, virou um grande amigo meu aqui nos últimos dois anos, coincidências da vida e ele faz as receitas para a gente. E eu tenho Cristian Brant, que é ex-cervejeiro da “Valls” (00:28:20), ex-cervejeiro da Ambev, ex-cervejeiro da Valls, que trabalha junto com o Márcio para traduzir as receitas que a gente faz no balcão de bar direto para um processo semi-indsturial. Então, o que a gente faz é muito bom e é muito diferente porque ele é simples e porque ninguém faz. E é um pouco meio que a mentalidade… É uma mentalidade diferente, não é? Uma mentalidade de desenvolver o processo para que o produto final seja o produto que a gente quer e não começar com: “Qual é a minha margem? Qual é o meu custo?” Ou num laboratório de “nevarção” (00:28:58) dizendo: “Olha, esses aqui são os aromas que eu tenho. Ah, dá para fazer um negócio próximo de melancia, mas eu uso o aroma de morango”. Tipo, não. A gente usa o suco da fruta e…
Juliano Godoy – Isso aí. Ingrediente de verdade, não é?
PARTICIPANTE P11 –Exatamente.
Juliano Godoy – E só de curiosidade, assim, cara, qual que é o sabor mais vendido, qual é o carro-chefe aí?
Felipe Szpigel – É o Moscow Mule.
Juliano Godoy – Moscow Mule, tá?
Felipe Szpigel – É. Que nesses dias que a gente está vivendo aí tem dilema também.
Juliano Godoy – Mudou o nome, não é?
Felipe Szpigel – É, estamos… Estamos pelo menos orientando as pessoas como pode ajudar Ucrânia e entender mais o que está acontecendo aí no assunto.
Juliano Godoy – Legal, vi a campanha de você, cara. Muito bacana mesmo levantar esse Always, para todo mundo. A gente está vivendo um momento complicado. Então, parabéns para vocês estarem fazendo a parte de vocês, cara. Acho que vale muito a pena. Se cada um fizer um pouco da sua parte, vai parar com esse non sense daqui a pouco, espero.
Felipe Szpigel – Total. Total.
Juliano Godoy – E com essa parceria que você fez aí com o pessoal do Brasil, vocês estão pensando em trazer algum sabor tipicamente braseiro aqui para os Estados Unidos? A famosa caipirinha em lata? Tem alguma no pipeline assim ou não?
Felipe Szpigel – A gente sempre discute. A própria caipirinha a gente não lançou aqui no Brasil ainda, não é? Mas acho que é um potencial. O que a gente tem feito muito é lançar produtos ao mesmo tempo, não é? Então, o Tom Collins, por exemplo, a lançou aqui no Brasil em pareceria com a Reserva, está lançando agora aí. Reserva é uma marca de roupa masculina bastante conhecida no Brasil, o Rony é um dos grandes empreendedores brasileiros aí, não é? Acho que a única companhia, o único empreendedor que apareceu no Fast Company, brasileiro que apareceu no Fast Company. Reconhecidamente no Fast Company. A gente também está lançando agora… Lançou no Brasil o Cosmopolitam, vai estar lançando nos Estados Unidos, quer dizer, então a gente está começando a fazer as coisas ao mesmo tempo. E tem muita influência de campanha. Agora a gente está fazendo muita coisa coordenada. Eu diria que a Five surgiu nos Estados Unidos e veio para o Brasil, agora o Brasil está inspirando muito como fazer marketing e inovação. Então, acho que, assim, não está… Honestamente, caipirinha não é um produto que está no pipeline de curto prazo, mas certamente vai sair em algum momento. Acho que a gente está… Melhor forma de educar os consumidores porque eu acho que assim, o bacana de fazer um produto como esse, o Brasil tem um estigma não contra a cachaça, mas… Já houveram produtos inspirados por caipirinha que foram lançados, sem limão de verdade, não é? Usando xarope e não usando açúcar, cachaça de segunda qualidade que acho que meio que queimou o produto [ininteligível] (00:31:55) to drink. Então, a gente está achando a melhor forma de lançar no Brasil. E eu acho que para lançar fora, acho que não é para lançar o Five Drinks como um drink para os brasileiros aí. Acho que a gente deveria educar o público americano sobre o Brasil e o que a gente está trazendo, então acho que para fazer, a gente vai fazer bem feito.
Juliano Godoy – Uhum, faz sentido. E uma curiosidade que eu tenho, até para o pessoal, sei lá, que está no Brasil que não conhece o mercado de bebidas aqui. O mercado de bebidas nos Estados Unidos é extremamente regulamentado. Até para você vender, ele varia de Estado para Estado. Talvez até para dar um exemplo meu aqui, quando cheguei para cá eu fui para a Pensilvânia e na Pensilvânia só pode comprar álcool em Liquid Store, só em loja dedicada. Aí depois quando mudei para Chicago, Illinois já podia comprar álcool em supermercado, por exemplo. Em farmácia, coisa no Brasil não existe, etc. Acho que para vocês, você falou que começou em Miami, então, assim, como foi esse processo de obter essas licenças e já expandiram… E eu vi que vocês também são muito fores no e-commerce, não é? Para vender no e-commerce, você tem uma licença meio que nacional, é diferente? Ou você tem que ir de Estado a Estado pegando essa licença para para poder enviar o produtor?
Felipe Szpigel – Os Estados Unidos é bastante complicado. Para fazer negócio com álcool… Se o podcast fosse em inglês eu talvez fosse tomar um pouquinho de cuidado com o que eu vou dizer agora, mas é absurdamente retrógrado e é protecionista para o status quo e eu diria que não é bem benéfico para o consumidor. Tem uma desculpa de ser benéfico para o consumidor, mas ele é protecionista para a grande indústria e para os grandes distribuidores. E vem da época do Proibition, que é de 1920. E é uma das poucas indústrias que ainda é tão retrógrada com relação à legislação. Para descrever de forma mais simples, o Estados Unidos é como se você tivesse três grandes modelos e quase que dividido 30%, 30% e 30%. Para os brasileiros aí de plantão, 30% dos Estados Unidos é muito parecido com o Brasil, onde há alguma abertura para distribuição direta, alguma abertura para venda em todos os canais de venda. O e-commerce ainda é bem restritivo, eu falo, no segundo, mas 30% parece bastante com o Brasil, 30% é controlado pelo Estado, então, assim, no limite, principalmente para destilado. Varia um pouco entre cerveja, vinho e destilado, mas chega ao ponto de ser controlado pelo Estado e você só poder comprar se numa loja do Estado. E aí é uma experiência horrorosa de consumidor. E os outros 30% tem algum pedaço de um ou de outro. Tem algumas restrições, alguns canais são liberados. Então, assim, exige uma expertise… Talvez eu só tenha conseguido operar em bebida nos Estados Unidos por ter morado desde 2011 aí e conhecer bem a legislação. Eu sempre fui um cara na área comercial, mas acho que dentro da área comercial, o maior expert das restrições legais sempre porque eu estava sempre progressivamente tentando fazer coisas que nos levavam ao limite do que era aceito por restrição, por legislação ou o correto a ser feito. Quando fala do… Então, assim, para a indústria de bebidas, talvez seja o mercado mais complicado do mundo de se operar. Agora, um mercado de cerveja, 100 bilhões de dólares, vinho 60 bilhões de dólares, destilado R$ 80 bilhões e é referência para o resto do mundo. Também não tem como ser uma empresa global e não operar…
Juliano Godoy – Sem estar aqui, não é?
Felipe Szpigel – É. Então, moro aí e aspirações de ser uma empresa global, então não tem alternativa de fazer diferente. O e-commerce nos Estados Unidos, a gente ia ter uma destilaria, uma microdestilaria com experiência ao consumidor para lançamento ao longo de 2020 e tomamos a pandemia na cabeça, perdemos algum dinheiro, mas tivemos a possibilidade de guinar a estratégia e a gente guinou a estratégia para o e-commerce. O e-commerce ia ser uma coisa secundária para a gente e aí, de novo, estudando bastante, a gente tem uma janela na Flórida porque na Flórida você pode mandar destilado para fora da Flórida em até 44 Estados na estrutura que a gente montou. Então, quer dizer, é realmente um negócio de empreendedor, de cavucar para aprender, entender e, para a gente o e-commerce nos Estados Unidos é cerca de 10%. O Brasil é mais de 30%, só para vocês terem uma ideia também do… E a maior restrição dos Estados Unidos é o PNL. O custo de aquisição do cliente ainda é muito maior do que a margem, então não é um negócio que tem… Então, esse é outro… Por exemplo, Ambev, com exceção das IECs e agora de grandes projetos como o Zé Delivery e algumas outras coisas que a turma fez, a Ambev sempre foi muito atrasada também no e-commerce. A gente não era educado… Talvez o Michel na China e o Guilherme “Labielson” (00:37:26) com o Zé aqui no Brasil foram quem mais adiantaram a parte do e-commerce.
Juliano Godoy – Avançaram.
Felipe Szpigel – É, mas a gente… A gente… Eu me tornei expert de e-commerce como empreendedor. Hoje conheço bastante de funil de aquisição, performance mídia e todos os indicadores que são importantes, mas é uma indústria difícil. Principalmente Estados Unidos é uma [ininteligível] (00:37:53) que justifica o direct consumer.
Juliano Godoy – Esse ponto eu queria explorar um pouco mais, Felipe. Assim, você falou do custo de aquisição do cliente, mas eu acho que, assim, na média é uma indústria muito intensiva em capital. Você tem que ter uma fábrica ou você tem que ter um co-packer, você tem que ter estoque, tem que ter distribuição, investir em promoção, etc. Como foi esse processo financeiro para vocês começarem? Você falou que estava junto com o Shuba, que é o gerente das finanças, tal. Mas, assim, vocês colocaram business plan junto a aí, cara, colocou dinheiro do bolso, pegou empréstimo, pegou investidor ou foi um mix de tudo? Como foi colocar a empresa de pé com juízo financeiro?
Felipe Szpigel – A rodada 1 e eu não vou entrar em detalhe do equit aqui, mas a rodada 1 é uma rodada de capital próprio e a AB Ambev via os IXs Ventures, entrou como sócia minoritária da nossa operação. Lembra que eu falei lá no começo do podcast que eu falei: “Olha, eu não queria entrar, não ia concorrer, provavelmente não ia entrar na indústria, eu acho que naquele momento o próprio Michel, Pedro Epp dera uma empurrada e falou: “Olha, a gente não quer também que você fique distante. O que você faria se você fosse fazer alguma coisa na área de bebidas? E a gente gostaria de entrar junto com vocês” e a gente acha que… Para o momento, a gente achou um acordo ganha-ganha que, para mim, foi bastante interessante. Então, eu entrei com capital controle, com mais da metade do capital. O restante dos sócios que eu te falei, todos entraram com capital e a gente teve as IXs como sócia minoritária naquele momento. A gente fez uma rodada… Depois fez uma rodada de investidores, uma só e a gente em trazendo file para o Brasil e na formação de Better Drinks, agora trouxe uma série de outros sócios investidores entrando e eu acho que na mesma linha que eu comentei, não é? Você me conhece, eu sou… Talvez todo mundo que está ouvindo, a maior parte dos que estão me ouvindo não me conhece, mas você me conhece bem assim. Sou uma pessoa bastante coerente com as crenças. Então, acho que na mesma discussão de achar os sócios, a gente foi buscar sócios que no s complementam com capacitações que eu não tenho, ou conhecimentos que eu não tenho. Então, exemplo, a gente foi buscar gente que conhece da indústria de entretenimento, do mercado de capitais aqui no Brasil, já foi olhar, a gente conhece e-commerce, gente tem que tem história em [ininteligível] (00:40:31), em recursos humanos, em outros mercados do mundo, principalmente América Latina. Quer dizer, então a gente realmente foi… Quando eu olho hoje, sejam sócio-operadores ou sejam a estrutura… Para mim, assim, como empreendedor, talvez a minha maior dica seja uma combinação de duas coisas. Claro, se você tiver capital próprio ajuda porque você consegue ter uma posição, sei lá, mais relevante como sócio, mas… Assim, as duas coisas que são importantes eu acho que é o lance de como é que você tem uma governança onde você tem boa gestão sobre o futuro da companhia e não está à mercê de ninguém, não é? E ao mesmo tempo, você tem um captable, tem sócios que complementam o teu Know how, que acreditam em você e complementam teu Know how que você quer fazer. Então, acho que essa foi um pouco a mentalidade de Five e, sem dúvida nenhuma, é mentalidade Better, não é? É um negócio de olhar o todo, de construir um negócio seja muito maior do que qualquer um de nós conseguiria construir sozinho. E aí ter tipo uma… Por exemplo, fazer uma pizza gigante e aí desde que você seja capaz, para o governo, se ele fizer essa pizza gigante, o teu tamanho da pizza importa um pouquinho menos, não é?
Juliano Godoy – Entendi. Vamos falar um pouco de Better, então, cara. Assim, começou o negócio da Five aqui, estava… Enfim, estava naquela fase inicial, expansão, etc. e aí acho que foi o mês passado, vocês anunciaram a criação… Em março de 2022 anunciaram a criação da Better. Então, o que é a Better? Como que ela complementa a Five, se complementa, se é um negócio independente, não?
Felipe Szpigel – Vamos dizer assim, história longa, contada…
Juliano Godoy – Curta.
Felipe Szpigel – Em curto tempo. Então, o Five indo bem nos Estados Unidos, mas com os desafios de uma startup, pandemia na cabeça e eu acabei passando bastante tempo em 2020 no Brasil porque minha filha estava aqui, medo de não conseguir voltar, medo de ficar doente e estar longe da família. Acabei vindo para cá em março de 2020 e aí eu falei assim… Quer dizer… Passou o tsunami, do que vai acontecer com o planeta, em maio eu falei: “Bom, e aí?” Falei: “Devo ficar aqui até o final do ano, vou lançar Five Drinks no Brasil antes de voltar”. E fiz um processo de achar os parceiros aqui, inclusive de falar com os IXs, falar com a AmBev no Brasil e tomamos o caminho de independente, de achar novos sócios do Brasil, de ter uma conexão entre as duas companhias, não é? Porque, claro, é o IP, é propriedade intelectual, eu estava aqui de alguma forma auxiliando o lançamento aqui, mas a gente acabou formando uma companhia independente aqui, onde a companhia internacional era sócia minoritária da operação brasileira e a gente dê ideia de lançar aqui que foi em junho 2020, lançou também a companhia no Brasil em dezembro de 2020 com sócios novos, mercado novo, produção local. Então, assim, o meu lance… Seis meses é o máximo que eu posso demorar para fazer alguma coisa agora como empreendedor e não ligado a uma grande operação. É seis meses ou menos. E a gente tinha um plano de faturar R$ 1 milhão esse ano, tá? Esse ano não, o ano passado, 2021. E levantou capital para dois anos ou até chegar a R$ 5 milhões de faturamento com sócios locais, etc. O que aconteceu é que a gente vendeu quase R$ 5 milhões ano passado, no primeiro ano de operação.
Juliano Godoy – Em um ano.
Felipe Szpigel – E queimou o caixa todo que a gente tinha disponível e já sabia, meados do ano, que a gente ia precisar buscar capital. E aí conversando com o time, sócios aqui da Better Drinks, o Felipe Delanegra, que é um grande amigo, talvez você lembre ele da época de Ambev. Foi dez anos de Ambev, dez anos de Redbull e acabou de sair da [ininteligível] (00:44:43) para ser o CEO da Better Drinks no Brasil. Ele… A gerente conversando, meio que a gente… Tem dez anos que a gente fala de fazer alguma coisa junto, na área de bebidas e aí falou: “Cara, está com cara de ser a hora. Por que a gente não faz alguma coisa muito parecida com o que eu criei lá para o [ininteligível] (00:44:59) nos Estados Unidos”, só que para a gente. Não para as IXs ou não para a AB Ambev, mas para o que a gente acredita. E esse primeiro papo aconteceu em meados de junho, antes de a gente buscar capital para Five Drinks do Brasil. A gente botou uma proposta em agosto para começar a ir nos bancos, não é? XP foi o primeiro banco que a gente foi visitar e, na apresentação, dizia: “Olha, a gente quer R$ 100 milhões em duas fases – R$ 25 milhões e R$ 75 milhões. A gente vai colocar essas quatro marcas juntas. Acabou aparecendo uma quintas, mas a gente vai colocar essas quatro marcas juntas que é a Five Drinks, Baer-Mate, Vivant e Cerveja Praya, sendo que a gente não tinha conversado com nenhuma delas formalmente ainda porque a gente acha que são as verticais, são as marcas que a gente deveria estar colocando para dentro, são pessoas… E eu tinha… Um grande amigo meu, Erick Albanese, era sócio da Vivant, o Tonico, que é um dos sócios da Praya, já era investidor da Five, o Marcos Viriato, da Baer-Mate era um grande amigo de uma amiga minha, da Cíntia Ferro. E, assim, então eu já sabia das companhias, já sabia que era tocado por gente maneira. E a gente tinha um cronograma, Juliano, que eu acho que é o que mais… Acho que o que mais espanta todo mundo é a nossa capacidade de excetuar. Acho que de botar um negócio… Transformar o PowerPoint em realidade. Todo mundo faz um bom PowerPoint…
Juliano Godoy – É velocidade, não é?
Felipe Szpigel – Mas acho que a minha experiência, a experiência do sócio e tua também, tudo que a gente viveu junto, é de pegar um bom PowerPoint e fazer ele virar verdade, não é? Então, assim, o cronograma dizia: Olha, até final de outubro a gente ia conseguir os R$ 25 milhões de anjos, a gente ia ter os MOUs assinados com essas marcas e até primeiro de janeiro a gente ia ter um novo CPNJ, essas marcas iam estar juntas e a gente daí potencialmente ia para o [ininteligível] (00:47:11) para buscar os outros R$ 75 milhões. E, na verdade, Better Drinks foi anunciado em começo de fevereiro, mas o CNPJ é aberto de janeiro com uma formação, com acordo de acionistas, com essas quatro marcas mais uma de água que a gente vai lançar. Para que mora nos Estados Unidos, é uma versão brasileira da “Liquidaf” (00:47:25), que é uma água em lata aí que está muito bem nos Estados Unidos. Água aqui no Brasil chama Mamba, a gente já anunciou um projeto lindo que já era de sócios… Sócios que a gente acabou entrando, sócios que entraram com a gente como sócios-anjo, que é o Tadeu, o Felipe Dias e o Rodrigo Monteiro da Zidog. Ele já estava com um projeto muito legal e a gente adotou o projeto deles e virou a nossa quinta marca. Além de eles terem colocado dinheiro como anjo. Então, hoje depende de quando sair o podcast, pode até ter coisa nova anunciada aí, mas o que eu posso te dizer hoje é isso. Acho que Five Drinks US tem uma relação de propriedade intelectual com Better Drinks Brasil. Better Drinks Brasil é uma companhia independente, que é formada por fusão de cinco companhias extraordinárias, não é? A gente faturou aí cerca de R$ 50 milhões no ano passado separadamente e já estamos faturando mais do que duas vezes aí janeiro e fevereiro fechados e temos o sonho de faturar pelo menos R$ 100 milhões, esse ano, de faturamento consolidado e sem contar a operação americana. E o negócio está indo a vento em polpa meio que juntando… Acho que aqui está juntando tudo que a gente aprendeu em relações internacionais e categorias que então bombando no mundo inteiro ao mesmo tempo com a rede de relação que eu, o Felipe, e os outros sócios construíram aqui no Brasil que ainda é muito… Quer dizer, é muito maior do que nos Estados Unidos. A gente está já em todos os clientes-chave do Brasil, está nos melhores e maiores distribuidores independentes do Brasil. Quer dizer, é um negócio que o que nos Estados Unidos a gente tem que lugar muito para fazer, aqui vem por naturalidade.
Juliano Godoy – É. Uma história bacana, cara, de crescimento, mudança, sociedade. Pô, muito legal, cara. Felipe, eu podia ficar com você mais umas cinco horas aqui, bicho. Tem um monte de pergunta que eu queria te perguntar, queria que você falasse de Covid, enfim, queria que você falasse de recrutamento e tal, mas eu quero respeitar seu tempo também, quem sabe um dia a gente não consegue fazer um segundo aqui para depois se você tiver mais novidade… Mas para a gente… Talvez aqui para a gente acabar, cara, só mais duas coisas. Uma é assim. Conta um pouco de pessoal, assim, o que você trouxe do mundo corporativo que agora está aplicando no seu próprio negócio?
Felipe Szpigel – Acho que muito, Juliano. Acho que, na verdade, talvez seja melhor dizer o que eu não estou aplicando do mundo corporativo.
Juliano Godoy – Essa ia ser a minha… Eu ia emendar essa. Responde essa, então. Vamos lá.
Felipe Szpigel – Não, assim, a gente trabalhou em grandes empresas, empresas com um modelo de gestão extraordinário, com talvez as pessoas mais brilhantes. Acho que primeiro começando pelo (inaudível – 00:50:23), depois por grandes executivos de mercado que eu acho que levaram (inaudível – 00:50:26) talvez o mais bacana da Ambev e aí a ligação da Ambev com o Jorge Paulo, Marcel, Beto e o Tompson, eu acho que é esse negócio do tipo copiar coisas de modelos de gestão de ponta do mundo inteiro, mas trazer essa resiliência e adaptação do brasileiro e do latino que é muito surpreendente. A gente é capaz de fazer coisas com um processo e com um grau de execução que é segundo para nenhum outro executivo no mundo, mas a gente tem uma flexibilidade, uma adaptabilidade que eu acho poucos executivos no planeta têm. Acho que esse é o resumo do que copiar. Aí tem… Todo o resto para mim é subitem, não é? Então, a questão de sociedade, a questão de gestão de gente, de feedback, de desenvolvimento de oportunidade, encarreramento, modelo de gestão seja para projetos de inovação, seja para gestão da rotina, PDCA, etc. Mas eu acho que, talvez, assim, o que não copiar acho que tem para mim muito a ver com duas coisas, não é? Uma é… E eu vou dar dois livros que eu acho que são boas referências de como olhar o mundo de uma forma diferente, não é? Acho que um dos livros é o Measure What Matters, não é? Eu não lembro exatamente qual é o autor, mas é o primeiro investidor do Google aí e tem muito a ver com esse modelo de gestão via OQRs e não versus metas anuais e também tem a ver com remuneração variável, não variável a metas ou performance individual, que eu acho que, para mim, esse é um modelo ultrapassado. Metas anuais e remuneração individual com metas anuais não cabe mais no nosso novo mundo. E eu tive a sorte de um pedaço pelo menos que era do modelo de gestão, já trabalhar com (inaudível – 00:52:29), trabalhar com times, com scrumbs e com times menores quando eu estava fazendo o (inaudível – 00:52:40), mas infelizmente tinha que depois traduzir aquilo para o modelo de SDG e para o modelo de planejamento anual, três anos, que eu acho que mais atrapalhava a gente do que ajudava, não é? E o segundo negócio a não copiar é a burocracia. E acho que… E, às vezes, o negócio da burocracia, ele… Aí tem um livro muito legal do Simon Sinek que chama Infinit Games, acho que talvez seja o último livro dele. Eu sou fanzaço dele. Também tem o primeiro Ted Tok dele que ele compara a Apple com Microsoft na época de Bil Gates e Steve Jobs que também é muito legal. Essa comparação não vale mais porque agora acho que a Microsoft está até muito mais maneira do que a Apple em relação a gestão e companhia. Mas esse negócio, por exemplo, a gente em algum momento e eu tinha dificuldade de me adaptar a esse modelo mental que é o modelo de que o mercado está definido e/ou eu controlo o mercado e eu quero o share do mercado e você cria todos os processos para… Isso parte do pressuposto que o mercado é finito e que você está buscando uma divisão no mercado. E eu honestamente desacredito completamente desse modelo hoje. Tanto que quando a turma fala: “Ah, qual mercado você compete, quais são os teus competidores?” Assim, para mim são palavras… Hoje Me dá até aflição porque, assim, eu honestamente não me comparo com os outros. Eu estou olhando qual é a demanda não atendida do consumidor, qual é a grande oportunidade e estou fazendo. E tem até um… Também não vou nem falara a marca para não ficar um negócio… Mas, tipo, lançamos o Morrito e o Moscow Mule aqui no Brasil aí, puta. Seis meses depois a marca líder, uma grande marca de uma grande empresa lança a versão ginger e a versão morrito. Assim, para mim é uma combinação de falta de visão com bizarrice, não é? Porque, tipo, você já é o líder, como é que você está copiando uma marca que parece uma mostra, sei lá. Five Drinks no Brasil ainda. Claro, a gente vai ser líder de categoria, vai ser líder premium, mas hoje a gente é uma mosquinha. Quer dizer, então você tem o gigante, o grande… A grande marca, a marca que, na verdade, eu deveria estar olhando e, claro, não estou…
Juliano Godoy – Para se inspirar, não é? Para tentar copiar e os caras inverteu, não é?
Felipe Szpigel – Então, eu acho que para mim, acho que a combinação das duas coisas… Então, assim, para mim, assim, o que você copia do que você aprendeu com as pessoas que você trabalhou? Tudo. Quais são as duas coisas que você não copia? Acho que é esse modelo de gestão com a buroca e a visão do time the Market, tu achar que o mercado é finito. Eu acho que essa… Essa eu tenho a possibilidade, eu e o Filipe Delanegra e o novo time de gestão aqui, os sócios e a Tuma dos Estados Unidos, de fazer diferente. E vamos ver, não é? Quer dizer, aí tem zero garantia de que vai dar certo. A única coisa que eu posso fazer é fazer o que eu acredito, comunicar o que eu acredito e tentar inspirar as pessoas, o time, o mercado para implementar.
Juliano Godoy – Cara, com o time que vocês têm, com a visão que vocês têm a chance é grande. Então, eu vou estar aqui acompanhando e acho que vai estar todo mundo acompanhando aqui, cara. Tenho certeza que vamos chegar lá.
Felipe Szpigel – Obrigado, Juliano. As palavras significam muito aí, cara. Sabe que eu tenho um carinho especial por você.
Juliano Godoy – Obrigado, cara. Felipe, queria te agradecer, cara. De verdade, esse tempo superbacana, valeu por abrir agenda, por abrir a tua estratégia, contar dos teus projetos, da tua empresa. Onde o pessoal te acha, onde pessoal acha a Five, a Better Drinks. Faz o teu merchan aí agora. Deixa para a galera.
Felipe Szpigel – Vou fazer. Bom os Estados Unidos… Aí depende do mercado. Mas os nossos e gente está… Todos os packet fica na Flórida, Illinois. A gente está entrando no (inaudível – 00:56:37) agora, mas está no (inaudível – 00:56:38), está no target.
Juliano Godoy – Bacana.
Felipe Szpigel – Califórnia a gente também está entrando agora no Wabertsons (inaudível – 00:56:48) no EVP, mas está no Total Wine, como um grande cliente nosso. Mas os Packets (inaudível – 00:56:55) independentes. Agora, no Estados Unidos você sempre pode achar gente (inaudível – 00:56:57), Five Drinks e Dot Co e a gente manda aí para 44 Estados, manda até bastante rápido e tem todas as nossas inovações lá. O Brasil a gente está em tudo quando é lugar. O Brasil é um mercado com menos restrição. Então, a gente está grandes redes como Pão de Açúcar, Carrefour, principalmente San Maché, Zona Sul, mas também está no Rappi, Zé Delivery. Tem o nosso próprio e-commerce, mas, quer dizer… Basicamente onde você for achar Five Drinks, mas também lembrando das marcas aqui no Brasil, não é? Better Drinks é a cerveja praia do Rio de Janeiro. Acabamos de lançar uma puro malte também, além da (inaudível – 00:57:35) que é a cerveja original que já performava muito bem. A Five Drinks, que eu já falei. A Baer-Mate, que é uma bebida à base de mate, cafeína natural, suco de maçã é uma alternativa saudável ao refrigerante e refrigerante com energia. E os vinhos em lata Vivant têm assim… Meio que descomplicando o vinho mesmo, mas vinho de excelente qualidade, também de novo, está todo mundo… E aí em breve, provavelmente junho deste ano, a gente vai lançar uma água em lata aí que vai fazer um barulhão aqui no Brasil, principalmente trazendo uma oportunidade diferente, uma embalagem diferente e incentivando o consumo de lata e não de pet, os danos todos aí que tem ao meio ambiente. Mas é isso.
Juliano Godoy – Que tem a pega de consumo responsável também, não é? De meio ambiente, essas coisas, bacana. Show.
Felipe Szpigel – 100%. Para a gente, não só a companhia, mas o mundo que a gente se insere, não é?
Juliano Godoy – Cara, vou colocar o link aqui do Five Drinks do episódio. Pede para o pessoal de marketing dar um cupom para a galera colocar ImiGrandes.
Felipe Szpigel – Eu vou… Eu fecho contigo aqui, eu não posso dizer nem qual é o cupom agora, mas a gente faz um cupom aí teu para Brasil e Estados Unidos.
Juliano Godoy – A gente faz e coloca para o pessoal ver depois. Bacana. Gente, para terminar, Felipe, obrigado de novo, cara. De coração. Para terminar também eu queria agradecer todo mundo que acompanhou o episódio com a gente aqui no Spotfi, no Apple, Google Podcast, para quem viu a gente no Youtube. Obrigado. Eu sempre digo que para mim o tempo é o bem mais importante que a gente tem, então o fato de o Felipe ter me dado esse tempo dele, o fato de você ter me dado essa uma horinha acompanhando a gente aqui, cara enche meu coração de orgulho, de gratidão. Valeu mesmo. Mas eu quero pedir um favor, obviamente. Gostou desse episódio, aprendeu alguma coisa, se divertiu, se inspirou, compartilha, conta para a migo, conta só para as dez mil pessoas mais próximas que você tem, vai lá no Google, vai lá no Youtube e dá um bike, compartilha o episódio, deixa um comentário. Se você tiver alguma sugestão ou tiver alguém que você quer que eu trate aqui no episódio, deixa um comentário para a gente. Você também me acha no Linkedin e me acha no Instagram. Meu Instagram é @jg.juliano Godoy. A gente fica por aqui. Saiu daqui pilhado, inspirado. Felipe, obrigado. Agradece o Bartolomeu aí a participação dele. Valeu.
Felipe Szpigel – Falou, Juliano. Parabéns, cara. Obrigado.
